Varejo de veículos recuou 1% no quadrimestre

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São Paulo – Dos 801 mil 330 automóveis e comerciais leves licenciados no primeiro quadrimestre do ano, volume 8,7% superior aos quatro primeiros meses de 2018, 450,3 mil foram resultado das vendas tradicionais ao varejo – ou seja, passaram, necessariamente, por uma negociação de um vendedor de concessionária com um consumidor. É um volume 1% inferior ao resultado do janeiro-abril do ano passado, quando 454,7 mil veículos leves foram negociados no varejo.

 

Segundo a Fenabrave, 56,2% dos emplacamentos deste primeiro quadrimestre foram venda ao varejo e 43,8% resultados de vendas diretas. Com relação ao mesmo período do ano passado o varejo perdeu 5,5 pontos porcentuais de participação, que ficaram com as vendas diretas.

 

No mesmo período comparado, as vendas diretas cresceram 24,3%, saltando de 282,4 mil unidades para 351 mil veículos.

 

Este preocupante índice de queda no varejo e de assombroso crescimento das vendas diretas não reflete, necessariamente, a realidade dos dois segmentos. A própria Fenabrave, em seu Informativo Mensal, esclarece que o que diferencia uma venda ao varejo de uma venda direta é a nota fiscal: se emitida por uma montadora, é venda direta. Por uma concessionária, venda ao varejo.

 

Acontece que diversas vendas feitas nas concessionárias têm nota fiscal emitida por uma montadora e entram na estatística como venda direta. Alguns casos relevantes: pequenos produtores rurais, que representam uma importante demanda por picapes, e as vendas para PcDs – só a Volkswagen divulgou ter ampliado em 60% as vendas para esse público no primeiro quadrimestre.

 

De toda forma, mesmo diante de muitas promoções, com fabricantes como FCA e Renault reduzindo o preço de seus produtos e outros, como a Nissan, promovendo generosos descontos aos consumidores interessados em trocar seu automóvel usado por um zero quilômetro, o varejo patina, mantendo um ritmo mais próximo à economia brasileira, que ainda não deslanchou.

 

Por outro lado as montadoras encontraram nas vendas diretas uma forma de direcionar sua produção, enquanto esperam por uma prometida retomada econômica que é adiada a cada semana.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.