Vendas de caminhões puxam receita da Tupy

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São Paulo – O mercado brasileiro de caminhões e as exportações de blocos e cabeçotes de motor levaram a Tupy a aumentar a receita da operação brasileira no primeiro trimestre, na comparação com igual período no ano passado. O faturamento obtido no País representou 18% do R$ 1,3 bilhão de receita global que a empresa registrou nos três primeiros meses do ano, alta de 21% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo Fernando de Rizzo, seu presidente, a fatia que corresponde aos negócios no Brasil é maior do que a registrada no janeiro-março de 2018.

 

No trimestre, apontam dados da Anfavea, as vendas de caminhões chegaram a 20 mil 732 unidades, um volume 45,7% maior do que o visto no primeiro trimestre do ano passado. O momento refletiu no desempenho da Tupy na região, uma vez que atende às principais montadoras de veículos comerciais que produzem motores localmente, como é o caso de Mercedes-Benz, Scania e Volvo, afora as fabricantes independentes de motores, como Cummins e MWM: “Nosso crescimento está acima do mercado porque estas empresas também exportam a produção de motores, não os direcionam apenas ao mercado interno”.

 

A força do mercado interno no período aferido pelo balanço divulgado pela companhia na quarta-feira, 15, favoreceu o equilíbrio nas vendas no Brasil e as exportações. Rizzo explicou que a queda no mercado argentino, que derrubou os embarques de veículos produzidos aqui, foi compensada pelas vendas internas: “Decidimos internacionalizar nossa operação, lá atrás, para proteger o negócio de oscilações como as que ocorrem na América do Sul. Quando algo vai mal na Argentina, os negócios em outros países ajudam a obter o equilíbrio dos números”.

 

O PIB brasileiro, balisador da venda de veículos comerciais no País e que vem sendo revisado para baixo semanalmente pelo mercado, também parece não assustar a companhia, que olha para os demais trimestres do ano com otimismo, segundo o executivo: “A nossa visão é bastante otimista com base na nossa carteira de clientes, que nos permite fazer projeções. Há demanda crescente na nossa divisão dedicada aos veículos que atuam no agronegócio e outras máquinas”.

 

A companhia também produz blocos e cabeçotes para veículos off-road, afora peças estruturais que são fundidas na fábrica de Joinville, SC, onde trabalham nove mil funcionários em três turnos atualmente.

 

No primeiro trimestre a operação da companhia registrou lucro de R$ 80,4 milhões, o que representou crescimento de 41,4% na comparação com o mesmo período no ano passado. Os resultados, segundo o balanço, refletem crescimento expressivo das vendas de produtos com alto valor agregado, como os componentes usinados e aqueles feitos com CGI, um material mais leve e resistente. Representaram, respectivamente, 23% e 20% do volume. No ano passado, 20% e 14%.

 

Foto: Divulgação.