Novas projeções da Anfavea refletem as incertezas do País – e da Argentina.

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CompartilheBalanço da Anfavea
07/10/2019

São Paulo -- Passados nove meses a Anfavea, finalmente, reviu seus números de desempenho para 2019. O movimento, que reduziu as vendas domésticas, produção e a exportação, mostram que o cenário macroeconômico interno e a Argentina bateram forte na expectativa da indústria automotiva nacional.

 

Apesar de esperada a revisão dos números para o mercado interno pegou os distraídos de supresa, sobretudo após as reiteradas declarações do presidente Luiz Carlos Moraes com relação aos números animadores da taxa básica de juros e uma confiança do consumidor que está a se recuperar, apesar dos resultados pouco animadores da retomada do emprego.

 

Aliás, Moraes nem deu tantas explicações ao mostrar a revisão do crescimento das vendas de 11,4% para 9,1% em 2019, quando a entidade espera que sejam licenciados 2,8 milhões automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

 

Ele se ateve à deterioração da economomia desde o período que foram feitas as projeções para 2019, ainda em mandato de Antonio Megale. “Havia um outro cenário que não se realizou”.

 

Na prática o mercado interno perderá 60 mil unidades nos negócios feitos com automóveis e comerciais leves este ano. Na avaliação de Moraes esse é um “ajuste técnico muito pequeno, portanto não significativo”. O segmento de veículos comerciais contribuirá com incremento de 17% sobre as projeções da Anfavea do início do ano – ou 18 mil unidades a mais.

 

O reflexo das vendas internas na produção nem de longe supera o desastre contabilizado por conta do principal parceiro automotivo do Brasil, a Argentina. O que seria um 2019 ultrapassando o volume das 3 milhões de unidades produzidas acabou reduzido a expectativa de 2 milhões 940 mil unidades, revisão para alta de 2% - a projeção inicial era de crescimento de 9%. “Transportamos a redução de 170 mil unidades que seriam exportadas este ano para a estimativa de produção total”.

 

A mensagem final do presidente da Anfavea é de otimismo, porém reservado: “Particularmente sou mais otimista do que os economistas e técnicos que calculam nossas projeções. Espero que os tradicionais bons resultados dos últimos três meses possam mostrar que estamos errados”.

 

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Foto: Divulgação.