Golf híbrido plug-in chega ao País com carroceria de sétima geração

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Foto Jornalista  Leandro Alves

Por Leandro Alves

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04/11/2019

Porto Feliz, SP - Décimo-quarto de vinte lançamentos da Volkwagen até o fim do ano que vem o Golf GTE, versão híbrida plug-in [que pode ter sua bateria carregada por uma fonte externa] chega ao Brasil oferecendo alternativa interessante de propulsão que deve ganhar muitos fãs no País ao combinar emissão zero em trechos urbanos e a reconhecida esportividade do modelo. Porém, as 100 unidades importadas da Alemanha podem ser as únicas da sétima geração do hatch a rodarem por aqui. O Golf de oitava geração na sua versão híbrida plug-in começa a ser produzido no ano que vem, descontinuando o modelo atual.

 

Mesmo assim o pacote de tecnologia que une o motor TSI 1.4 de 150 cv com o elétrico de 75 kW, ou 102 cv, capaz de receber carregamento externo apresenta um novo patamar desta solução: a possibilidade de combinar, a depender do circuito, a potência e o torque dos dois motores. No modo puramente elétrico o Golf GTE pode rodar 50 km até exaurir a bateria e atingir a velocidade de 130 km/h. Uma série de combinações do uso dos motores no dia a dia proporciona uma automomia de até 900 km, segundo a VW.

 

O presidente da VW, Pablo Di Si, enaltece a chegada do Golf GTE “o primeiro VW com essa tecnologia no País”, confirmando que este também é o primeiro de seis novos híbridos ou elétricos que serão lançados aqui até 2023. “Tudo isso faz parte da estratégia global de eletreficação que recebeu 9 bilhões de Euros em investimentos apenas na marca VW”.

 

A fabricante entende que o mercado de veículos eletreficados necessita de infraestrutura para o abastecimento desses modelos e que é muito difícil o poder público fazer os investimentos necessários para oferecer estações de recarga. Di Si avalia que “o ecossistema precisa do apoio das empresas” para que se crie opções ao proprietário dos veículos elétricos. Inclusive na discussão de legislação específica que estipule modelos de cobrança para a utilização da energia elétrica nessas estações de abastecimento.

 

Assim a VW e outras fabricantes do Grupo, como Audi e Porsche, se juntaram em parceria com a empresa de energia EDP para a instalação de trinta estações de recarga no País. Elas serão instaladas nas rodovias Tamoios, Imigrantes, Carvalho Pinto, Governador Mário Covas, Dom Pedro, Washington Luís e Régis Bittencourt. Esta nova rede a ser entregue até o fim do próximo ano será interligada a outras já existentes totalizando 64 pontos de carregamento. “Teremos um corredor que começa no estado do Espírito Santo, passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e chegando até Santa Catarina, com menos de 150 km entre um ponto de recarga e outro”.  

 

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Em algumas dessas estações, a depender do modelo do carregador [estarão disponíveis aparelhos com 150 kW e de 22 kW, além de uma unidade de carga ultrarápida com 350 kW], 80% da energia estará disponível na bateria em apenas 25 minutos. A VW calculou que para encher a bateria do Golf GTE com automomia para 50 km o custo será de R$ 5,18 ou menos de dez centavos de Real para cada quilômetro rodado, segundo a fabricante. “Inicialmente não será cobrado o carregamento, mas é inevitável que isso aconteça em algum momento”, pondera Di Si.

 

R$ 200 mil – As muitas opções do motorista configurar o modo de utilização do motor híbrido é motivo, neste momento, de treinamento da rede para passar essa informação primordial ao potencial cliente. As vendas do Golf GTE começam em 11 de novembro.

 

A rede, em questão, são apenas três concessionárias escolhidas para receber o lote de 100 unidades. Segundo Gustavo Schimidt, vice-presidente de Vendas e Marketing, trata-se de um projeto piloto com as unidades Caraigá em São Paulo, SP, Servopa de Curitiba, PR e Brasal, de Brasília, DF: “Decidimos iniciar a oferta do Golf GTE nas cidades com maior potencial para esse produto que é, de fato, uma novidade no mercado nacional”.

 

O motorista precisa conhecer como configurar por meio de botões no console ao lado da alavanca de câmbio ou na tela de 9,2 polegadas as formas de rodar da maneira mais eficiente. Para utilizar o modo puramente elétrico basta acionar a tecla e-mode no console. Na tela, que responde aos comandos de gestos do motorista, sem a necessidade de tocá-la, a escolha do modo híbrido permite que o veículo use a propulsão elétrica até 130 km/h ou seja acionado automoticamente o motor 1.4 TSI. Essa configuração também permite preservar a energia da bateria ou ainda que o motor a combustão recarregue-a.

 

Já na função GTE, botão também disponível no console, os motores a combustão e elétrico trabalham juntos reunindo 204 cv e 35,7 kgfm de torque, proporcionando um desempenho mais esportivo.  

 

A princípio pode parecer complicado, mas todos esses comandos são intuitivos e também podem ser visualizados no painel digital central, atrás do volante. Rodando alguns quilômetros em condomínio fechado em Porto Feliz, SP, e também na rodovia Castello Branco, o Golf GTE apresentou um comportamento interessante tanto em baixa velocidade e no modo 100% elétrico quanto no momento em que os dois motores estiveram em ação. Os fãs do modelo líder de vendas da VW no mundo devem aprovar a novidade.

 

O Golf GTE será vendido completo, sem qualquer opcional. Tem itens de controle adaptativo de cruzeiro, frenagem automática de emergência, sistema inteligente de farol alto. Até o teto solar é de série. Estará disponivel em apenas um cor, a Atlantic Blue, e o acabamento do interior também é exclusivo. O preço sugerido é de R$ 200 mil.

 

16º em 2019 – Pablo Di Si aproveitou o lançamento do GTE para lançar outros produtos da VW. Mas não se trata de automóveis. São uma scooter e uma bicicleta elétrica, que podem ser utilizados em trajetos curtos, o que vem sendo chamado de mobilidade last mile: “São opções com a marca VW que podem ajudar nosso cliente nesses deslocamentos menores”.

 

A bicicleta com motor elétrico de 350W custa R$ 11 mil 500 e o scooter, que usa motor elétrico de igual potência, R$ 4 mil.

 

Di Si também antecipou que ainda este ano serão anunciados o 15º e o 16º veículo da ofensiva de vinte novos modelos da região. “Serão conhecidos este ano, com o lançamento esperado para o início de 2020”.  

 

Foto: Divulgação/VW.