Watters mantém otimismo para um final feliz no Taboão

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São Paulo – A falta de firmeza do empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade ao falar na terça-feira, 10, sobre a negociação para a compra da fábrica da Ford Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, pelo Grupo Caoa – do qual é chairman – é, em parte, explicada pelo otimismo de Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, na noite de quarta-feira, 11. Segundo o executivo existem mais empresas interessadas em comprar a unidade.

 

“As negociações prosseguem, mas não posso fornecer pormenores porque existem acordos de confidencialidade”, afirmou Watters a jornalistas no Palácio Tangará, em São Paulo, SP. “Não sei dizer quando teremos uma definição, mas estou otimista que teremos um final feliz”.

 

Há pouco menos de um mês, após a abertura do Salão Duas Rodas em São Paulo, o governador do Estado João Doria contou a Agência AutoData que outros grupos empresariais começaram a negociar com a Ford, além da Caoa. Na ocasião, disse que o governo fez o possível e que agora “é um negócio do privado para o privado”.

 

Nem Doria nem Watters disseram os nomes das empresas, mas o presidente da Ford garantiu ser mais de uma interessada. Watters não descartou, também, a possibilidade do Grupo Caoa adquirir a fábrica e ressaltou a parceria que mantêm na distribuição – a Caoa é a maior revendedora Ford no Brasil. “As portas estão sempre abertas”.

 

Desde o fim de outubro a fábrica da Ford no Taboão não produz mais carros ou caminhões, seguindo a decisão tomada no fim de fevereiro. A área administrativa ainda ali presente será transferida em março para o bairro da Vila Olímpia, em São Paulo.

 

Foto: Divulgação.