Negócio Ford Taboão tem novos interessados

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São Paulo – O governador do Estado de São Paulo, João Doria, afirmou à Agência AutoData que há mais empresas interessadas na aquisição da Ford Taboão, instalada em São Bernardo do Campo, SP. Segundo o governador o Grupo Caoa segue à mesa com a Ford, mas negociações foram abertas com outros grupos empresariais.

 

Após discurso na abertura do Salão Duas Rodas na segunda-feira, 18, no Expo São Paulo, o governador contou à reportagem que "as conversas continuam mas foram também abertas com outras empresas, dadas as circunstâncias de que a Caoa deseja um espaço maior para produção de automóveis e ali é uma indústria mais focada na produção de caminhões".

 

Na unidade do ABCD paulista a Ford produziu caminhões até outubro. A produção do New Fiesta, último modelo automóvel fabricado na unidade, foi encerrada em agosto. De todo modo a Caoa afirmou em setembro que, uma vez fechado o negócio, pretende, sim, produzir ali caminhões Ford.

 

A possibilidade de produzir caminhões de outras marcas e automóveis não foi confirmada pelo Grupo Caoa à época. A questão da vocação da fábrica por caminhões como um empecilho constitui fato novo, dado que, há alguns meses, financiamento do BNDES era apontado como entrave.

 

Com a alegação de Doria o negócio Ford Taboão retorna a uma espécie de estaca zero - em março, um mês após a Ford anunciar oficialmente sua saída do negócio caminhão na América do Sul, os governos do Estado e o de São Bernardo do Campo disseram que eram três os interessados na fábrica.

 

Com o avançar dos meses o tripé governo-município-montadora foi filtrando as propostas postas à mesa e restou à empresa de Carlos Alberto Oliveira Andrade o papel de potencial comprador da fábrica. Anunciou-se, inclusive, um processo de due dilligence que deveria durar 45 dias a partir de setembro.

 

Enquanto segue o impasse em torno do negócio o governo de São Paulo, que assumiu a responsabilidade de encontrar um comprador para a Ford Taboão, mantém postura de que a negociação, agora, está nas mãos da iniciativa privada:

 

"Isso é um negócio do privado para o privado. Nós já estimulamos o máximo possível e já foi absorvida uma quantidade expressiva de mão de obra em outras indústrias, como a General Motors. Estamos torcendo para que haja um desenlace positivo mesmo que não seja com a Caoa".

 

A Prefeitura de São Bernardo se comprometeu a abrir portas para os ex-funcionários Ford em outras montadoras da região, como foi o caso da GM citado pelo governador. No entanto, ao contrário do que é sugerido no discurso, a GM, segundo apurou a reportagem, ainda não contratou ninguém.

 

Foto: Divulgação.