Queda de março e pandemia ligam sinal amarelo na Fenabrave

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Foto Jornalista Redação AutoData

Por Redação AutoData

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02/04/2020

São Paulo – A pandemia de coronavírus derrubou as vendas de veículos em março e ligou o sinal amarelo no setor de distribuição. Impedidas de abrir as portas por decretos estaduais e municipais as concessionárias seguram a situação como podem, antecipando férias e usando banco de horas. Mas Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, entidade que representa o setor, alerta que uma hora essa ações não mais se sustentarão:

 

“Sabemos que a prioridade é a saúde da população. Mas, a continuar como está, em um mês de estagnação cerca de 20% dos empregos do setor podem ser comprometidos. Os concessionários estão sem receita e têm despesas fixas”.

 

De acordo com a entidade a distribuição de veículos emprega 315 mil pessoas em 7,3 mil concessionárias. Poucas estão com oficinas abertas e atendem caminhões, ambulâncias e outros veículos utilizados em serviços essenciais. Um dos pleitos da Fenabrave é a abertura das oficinas das revendas.

 

“Se não fizermos a manutenção dos caminhões, motos, táxis e veículos que trabalham por aplicativos, como poderão transportar itens de primeira necessidade à população? Como as ambulâncias e ônibus poderiam atender e transportar as pessoas? Como a população será reabastecida de alimentos se os tratores e máquinas agrícolas não funcionarem?”.

 

A Fenabrave tem uma lista de pleitos. Aos governos estaduais, além da abertura das oficinas – já atendida por alguns – pediu a suspensão do pagamento do IPVA. Ao governo federal solicitou a desoneração das folhas de pagamentos e encargos e redução, ou postergação, do pagamento de tributos por 120 dias. Aos bancos o pedido é não elevar as taxas de juros e liberação de crédito.

 

Assumpção Júnior garantiu que as suas entidades associadas estão prontas para reabrir as portas, quando forem autorizadas, seguindo as regras da OMS: “Não queremos colocar a vida de ninguém em risco, mas precisamos de uma certa previsibilidade sobre quando voltaremos a operar. Assim como necessitamos de medidas que permitam, às empresas e às pessoas, postergar despesas que não terão condições de pagar nesse momento”.

 

Foto: Divulgação.