Antes da quarentena vendas cresciam quase 10%

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

CompartilheBalanço da Anfavea
06/04/2020

São Paulo – O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, dividiu o resultado das vendas em março em dois para ajudar a entender o cenário do mercado brasileiro antes e depois da quarentena imposta pela pandemia da covid-19. Até 18 de março, quando a economia andava normalmente, as vendas acumuladas cresciam 9% no acumulado do ano, comparado com igual período de 2019. Com as paralisações até 31 de março tornaram-se 8,1% negativas.

 

“Registramos nas últimas semanas do mês uma média de 1 mil, 1 mil e poucas unidades emplacadas, ante um cenário que chegou a superar 12 mil veículos por dia na primeira e segunda semana de março”.

 

Da primeira para a última semana do mês a demanda média diária recuou 86,5%. Moraes apresentou dados de vendas da China, Itália, Espanha e França, outros países afetados pela covid-19, para comparar a situação com o mercado brasileiro: “O maior impacto na China foi em fevereiro. Lá as vendas caíram 80%. Na Itália a queda foi de 85%, na França 77% e na Espanha 69%. Então estamos com o mesmo cenário de países afetados pela quarentena”.

 

No primeiro trimestre as vendas somaram 558,1 mil unidades, queda de 8,1% com relação aos três primeiros meses de 2019.

 

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O executivo evitou traçar uma estimativa de retorno à vida normal e também não revisou as projeções da Anfavea para o ano. Considera muito prematuro, uma vez que não há nem indicação de quanto tempo as coisas ficarão paradas: “Podemos dizer que teremos um segundo trimestre muito ruim. A esperança é de retomada no terceiro trimestre que se consolide no quarto trimestre”.

 

O mercado está bem estocado. No fim de março pátios de montadoras e concessionárias somavam 266,6 mil veículos, volume suficiente para atender 48 dias de vendas. Todas as fábricas estão paradas.

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.