São Paulo – Por mais um mês a inadimplência de pessoas físicas superior a noventa dias nos financiamentos de veículos recuou com relação ao mês anterior. Segundo dados do Banco Central os atrasos nos pagamentos chegaram a 4% em julho, 0,3 ponto porcentual abaixo de junho, mas 0,6 ponto acima de julho de 2019.
A inadimplência se aproximou de patamar pré-pandemia, quando flutuava na casa dos 3%. Em março, primeiro mês em que o mercado foi diretamente afetado pelas medidas de restrição da covid-19, fechou em 3,8%.

O que já caiu para patamar inferior ao de tempos anteriores à covid-19 foi a taxa média de juros praticadas para pessoas físicas na aquisição de veículos. Os 18,9% ao ano registrados em julho indicam o menor patamar da série histórica do BC, inferior a dezembro do ano passado, quando chegou a 19,2%.

No começo da pandemia os bancos se retraíram na concessão de crédito e a taxa de juros subiu, alcançando um pico de 20,4% em abril. O cenário mudou, entretanto, a ponto de o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, afirmar que até a liberação de fichas ficou mais fácil durante a pandemia. Segundo ele, de cada dez fichas apresentadas às financeiras, sete são aprovadas.
Os juros para veículos, porém, seguem muito descolados da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. No começo do mês ela foi definida em 2% ao ano.
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