São Paulo — O aumento da procura por componentes no e-commerce durante a pandemia abriu caminho para novos produtos e serviços baseados em tecnologia. A Fraga, empresa com sede em Campinas, SP, por exemplo, observou oportunidade para explorar pesquisas por peças de reposição.
"Percebemos que hoje, no mercado online, há um certo índice de devolução de componentes para reposição", disse Danilo Fraga, diretor de inteligência de mercado. "O que ocorre, na prática, é a circulação de informação equivocada a respeito dos componentes necessários para um reparo."
A empresa, então, desenvolveu ferramenta de busca por meio da qual repositores e varejistas acessam dados técnicos dos veículos por meio da numeração da placa. Uma vez inserida a patente a aplicação recorre aos catálogos das fabricantes e lista as peças referentes ao veículo pesquisado.
Segundo o executivo constam do banco de dados informações sobre todos os modelos vendidos no País, novos e usados, sejam automóveis, caminhões ou motocicletas: "Há uma certa restrição no alcance dos dados sobre os veículos comerciais dada a mudança de configuração pela qual passam alguns veículos".
Buscar componentes na internet passou também a entrar no radar das próprias fabricantes. O braço de reposição da ZF, por exemplo, oferece um serviço com as mesmas características: identifica e busca peças por meio de pesquisa feita a partir da placa.
A Fraga está em atividade desde 1990 e foi fundada por um ex-funcionário Bosch e Microlite, empresa que produzia no País as pilhas Rayovac. Afora o mecanismo de busca de peças a empresa também realiza consultoria para o setor automotivo.
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