São Paulo – Saíram das linhas de montagem 163,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus em julho, o menor volume mensal produzido no ano, segundo dados da Anfavea divulgados na sexta-feira, 6. Foi, também, a mais baixa produção desde junho de 2020, quando havia medidas mais rigorosas de restrição por causa do coronavírus e algumas fábricas ainda não tinham retornado da quarentena.
No mês passado fábricas também pararam, mas por outro motivo, como disse o presidente Luiz Carlos Moraes: a escassez de semicondutores. A crise no fornecimento de componentes eletrônicos, que se aprofundou no segundo trimestre e deverá ser mais grave neste terceiro trimestre, tem feito com que algumas montadoras precisem readequar suas escalas de produção e até interrompam as atividades em suas fábricas.
“Existe demanda por novos veículos”, afirmou o presidente na coletiva, por videoconferência, à imprensa. “O desafio é conseguir os semicondutores e atender os pedidos no curto prazo”.
Moraes estima regularização no fornecimento apenas no segundo semestre do ano que vem. Até lá a indústria seguirá convivendo com possíveis interrupções na produção, volumes menores e estoque apertado – ao fim de julho estava no nível mais baixo da série medida pela Anfavea.
As 163,3 mil unidades produzidas no mês passado representam queda de 4,2% com relação ao mesmo mês do ano passado e de 2% na comparação com junho.

No acumulado do ano foram produzidos 1,3 milhão de veículos, volume 45,8% superior ao de janeiro a julho de 2020, período afetado pelas medidas de restrições do início da pandemia.
O emprego na indústria fechou julho estável com relação a junho: 102,7 mil trabalhadores. No mês foram promovidas 525 contratações e 515 demissões, a maior parte ainda decorrente da decisão da Ford de deixar de produzir veículos no Brasil.
Foto: Divulgação.