São Paulo – Apesar do dólar alavancado, na casa dos R$ 5,50, o que favorece as exportações, as vendas de veículos a outros países também têm sido prejudicadas pela falta de semicondutores. Com menor volume de produção foram embarcados no mês passado 23,6 mil veículos, queda de 19,7% ante agosto e recuo de 22,5% frente ao nono mês de 2020. Foi o pior setembro desde 1999.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirmou durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, dia 6, que o reflexo derivado da crise dos chips é inevitável, apesar de os negócios com Chile, Colômbia e Peru estarem em um bom momento. “Da mesma forma que tivemos uma queda no mercado interno, também tivemos nas exportações.”
Moraes ponderou, no entanto, que quando olhamos o acumulado, até setembro foi possível exportar 277 mil unidades, volume 33,8% superior ao mesmo período de 2020. É o melhor acumulado desde 2019, quando foram embarcadas 342,8 mil unidades. O montante, entretanto, ainda é bem inferior ao registrado em 2018, ano em que 629 mil exemplares foram exportados.
As vendas externas de janeiro a setembro renderam US$ 5,5 bilhões, valor 49% superior ao registrado em igual período no ano passado. “Mas ainda está bem abaixo do que gostaríamos”, lamentou Moraes. A cifra remete ao patamar de 2019, apesar de o volume de veículos embarcados ter sido bem menor.
Dos 277 mil exemplares exportados até setembro, 257,4 mil foram veículos leves, com alta de 31,7%; 16,6 mil caminhões, expansão de 91,5%; e 2,8 mil ônibus, incremento de 1,2%. O único segmento que retraiu em relação ao acumulado de 2020 foi o de ônibus rodoviários, com 868 unidades e tombo de 40%.
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