Montadoras correm para produzir mais veículos conforme a disponibilidade de chips aumenta no mundo
São Paulo – Saíram das linhas de montagem de veículos brasileiras 207,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus em setembro, de acordo com a Anfavea. O volume supera em 19,3% o resultado do mesmo mês do ano passado, quando a crise dos semicondutores se aprofundava e gerava impacto na produção nacional, mas ficou 12,7% abaixo de agosto, interrompendo uma sequência de dois meses de crescimento.
O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, ponderou que setembro teve dias úteis a menos do que agosto e que, por causa do descompasso na cadeia, fábricas precisaram interromper a produção.
“Em agosto passamos sem paradas mas no mês passado duas fábricas precisaram fazer paralisações. As que não pararam seguiram com dificuldades, produzindo menos em um dia, recuperando em outro, mas ainda é uma situação que demanda atenção.”
De toda forma o executivo considerou o ritmo registrado em setembro satisfatório diante de um cenário que considera desafiador.
No acumulado do ano a produção somou 1,8 milhão de veículos, aumento de 6,3% sobre o período de janeiro a setembro de 2021. Lima Leite acredita que o ritmo deverá continuar alto nos próximos meses, diante do aumento da disponibilidade de semicondutores no mundo, após a inauguração de novos centros produtivos do componente.
O emprego encerrou setembro estável, com 104,6 mil contratados nas montadoras. Durante este ano já foram gerados 3,5 mil postos de trabalho diretos.