São Paulo – A Abimaq trabalha com projeção de estabilidade para o PIB industrial nacional em 2023 na comparação com 2022, após encerrar este ano com alta de 1,9% ante 2021. A expectativa foi divulgada por Danilo Lapastini, vice-presidente da entidade, durante o quarto dia do Congresso AutoData Perspectivas 2023.
Para a produção de bens de capital o cenário é de retração em 2023, com recuo de 3% sobre 2022: “Isto é reflexo da desindustrialização do País, tema sobre o qual temos alertado há vários anos. É um cenário que nos preocupa, mas acreditamos que o Brasil tem capacidade de reverter”.
Para virar esse jogo a Abimaq acredita que algumas questões precisam avançar com o próximo governo. Primeiro são os impostos e a reforma tributária. Depois é a liberação de recursos do BNDES para investimentos por parte das empresas, criando um sistema interno que facilite a captação de recursos, que hoje é considerado complicado pela indústria.
Com relação à taxa de juros a Abimaq entende que o Banco Central, após decidir manter a taxa Selic em 13,25% para 2022, encerrou o ciclo de alta e deverá recuar para 11,25% em 2023, patamar ainda elevado de acordo com Lapastini, que aposta neste cenário a médio prazo.
O vice-presidente da Abimaq também falou, especificamente, da indústria automotiva, na qual vê que existem muitas oportunidades a médio prazo para se tornar uma base exportadora de componentes para motores a combustão, atendendo demandas de outros países que avançarão com a produção de veículos eletrificados nos próximos anos.