São Paulo – No início da tarde de quarta-feira, 21, o MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, anunciou que subiu para R$ 400 milhões o valor autorizado para as montadoras usarem para promover descontos, de R$ 2 mil a R$ 8 mil, nas vendas de automóveis até R$ 120 mil. Restam, portanto, apenas 20% dos R$ 500 milhões anunciados no início do mês.
Seria o dia em que as pessoas jurídicas, incluindo as locadoras de veículos, poderiam ingressar no programa, restrito a pessoas físicas na primeira etapa. Porém o MDIC prorrogou por mais quinze dias a exclusividade das pessoas físicas, o que desagradou as locadoras, pois a tendência é que os valores se esgotem nos próximos dias.
A Stellantis solicitou mais da metade do valor, R$ 210 milhões, distribuídos por suas marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën. A Volkswagen pediu R$ 60 milhões, Renault e Hyundai R$ 40 milhões cada, General Motors R$ 20 milhões e Honda, Nissan e Toyota, R$ 10 milhões cada uma.
O MDIC criou um painel para que as atualizações possam ser acompanhadas, bem como os pormenores de modelos credenciados e montantes solicitados pelas empresas.
Para caminhões e ônibus o ingresso de pessoas jurídicas está autorizado, o que poderá fazer com que o programa ande. Desde a semana passada apenas R$ 100 milhões, de um total de R$ 700 milhões reservados para caminhões, foram liberados. Diferentemente dos automóveis no segmento de comerciais existe a contrapartida da entrega para a reciclagem de um modelo com mais de vinte anos de uso.
No caso dos veículos de passageiros o valor subiu de R$ 130 milhões para R$ 140 milhões, de um total de R$ 300 milhões.