São Paulo – De janeiro a abril deixaram as linhas de montagem 872,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, apontou levantamento divulgado pela Anfavea na sexta-feira, 8. Apesar de representar avanço de 4,9% sobre o volume dos primeiros quatro meses do ano passado, acima da projeção de 3,7% para o ano, o presidente Igor Calvet ponderou que a alta poderia ter sido maior.
Ele justifica seu argumento pelo aumento das vendas domésticas, de 14,9%, quase três vezes maior do que o da produção. Foram vendidos mais veículos do que produzidos de janeiro a abril – os emplacamentos somaram 873,5 mil.
“Não estamos capturando todo o crescimento do mercado”, disse Calvet. “O mercado cresce mais do que o ritmo das fábricas. Não acho que deveria ser igual, mas a produção poderia ter tido um crescimento maior.”
As vendas de veículos nacionais cresceram mais do que as de importados: 15,6% contra 12%, segundo a Anfavea. O que puxou para baixo a produção, portanto, foram as exportações, em queda de 16,9% no período.
Em abril
No mês passado foram produzidos 263,6 mil veículos, 2,4% a mais do que abril do ano passado e 9,5% abaixo de março, queda justificada pela menor quantidade de dias úteis – a Anfavea contou vinte dias úteis em abril e 22 em março.
A indústria encerrou abril com 112,7 mil trabalhadores diretos nas montadoras de veículos leves e pesados. Foram 3,3 mil contratações desde o fim de dezembro. Em um ano o quadro de trabalhadores aumentou em 3,2 mil pessoas.