Campos do Jordão, SP – Os eletrificados representaram dois dígitos do mercado brasileiro no ano passado, alcançando 11%. As projeções da General Motors indicam que este porcentual subirá para 16% em 2026. Ao mesmo tempo, os SUVs médios ganham espaço e opções no mercado e são dominados pelas tecnologias com eletrificação: neste ano metade das vendas será de modelos com auxílio de eletricidade na propulsão.
E quem, nos últimos anos, vem dominando esta faixa de mercado são as marcas com origem na China. Com mais de uma opção, híbrida, híbrida plug-in, elétrica… Desta forma, a GM foi buscar no país asiático sua novidade no portfólio, o Captiva EV.
O posicionamento de preço, R$ 199 mil 990, indica que a intenção é fazer volume e combater os chineses, que nos últimos anos ganharam muita participação de mercado, ao passo em que a Chevrolet viu sua fatia encolher. O vice-presidente para a América do Sul Fábio Rua admitiu:
“Nosso novo presidente na região, Thomas Owsianski, assume com o objetivo de ganhar market share. Esta é uma das metas dele. E por aqui teremos uma estratégia mais acelerada de eletrificação, comparada com os Estados Unidos, onde a GM reviu seus planos e tirou o pé”.
O Captiva será montado, ainda no primeiro semestre, no Pace, Planta Automotiva do Ceará. Segundo Rua, o nível de nacionalização dos modelos montados lá está na faixa dos 35%.
Um SUV para a família
O Captiva completa o portfólio de SUVs elétricos da Chevrolet. Ele está acima do Spark, de entrada, e abaixo do Equinox. O Blazer segue sendo o topo de linha.
Com 4m 740 de comprimento, o Captiva tem 2m 800 de entreeixos e 403 litros de porta-malas. Para Paula Saiani, diretora de marketing de produto da GM, atenderá a clientes de sedãs e de hatches, que estão migrando para os SUVs e já desejam pular para a eletrificação. Clientes Chevrolet, inclusive.
Oferece 301 quilômetros de autonomia, nas medições do Inmetro. “É um carro urbano, mas pode tranquilamente rodar em estrada”.
Desde abril do ano passado roda em testes no Brasil e em outros países da região. Recebeu alterações exclusivas, como a suspensão mais acertada para o gosto do cliente local. Ou seja, é um carro diferente daquele vendido na China.
A GM não divulgou volumes, mas sua intenção é expandir as vendas de elétricos por aqui – o que colabora também para chegar nas metas do Mover. Além da robustez da marca Chevrolet no mercado a aposta é a rede de concessionárias: com 480 revendas já habilitadas para vender elétricos, é, hoje, a que tem maior capilaridade para a tecnologia no Brasil.