Grupo Sada investe R$ 9 milhões para transformar parte da frota diesel em gás

São Paulo – A estratégia do Grupo Sada para promover a descarbonização em sua frota passa por uma aposta diferente: em vez de substituir os veículos que rodam nas estradas por outros que emitam menos CO2 a companhia optou por reindustrializar caminhões em bom estado para que, no lugar do diesel, utilizem GNV.

Parceria com a MWM permitiu a remanufatura dos sistemas motrizes, elétricos, eletroeletrônicos e de alimentação e, com isto, tem-se praticamente um veículo novo, com garantia, e menor impacto ambiental no ciclo de vida do próprio produto, afirmou Ricardo Ramos, diretor de operações e negócios do Grupo Sada, ao apontar investimento total de R$ 9,3 milhões.  

“É diferente de conversão, que transforma o motor a diesel para rodar a gás. Este motor é totalmente novo. É feita uma remanufatura mesmo, que permite um segundo ciclo de vida ao veículo ao instalar um novo motor a gás. Este é o nosso diferencial.”

Seis caminhões começaram a rodar de junho a agosto, integrando a frota de maneira gradativa. Até o primeiro trimestre de 2025 serão 31 caminhões reindustrializados, o que consumirá a injeção de R$ 7,3 milhões. A partir de então o executivo estima que a participação da empresa em produtos movido a gás, no mercado brasileiro, alcançará fatia de 20% a 25%.

“O objetivo deste plano é nos posicionarmos como os maiores participantes e pioneiros nessa empreitada de promover agenda mais sustentável junto ao mercado de transporte brasileiro.”

De acordo com Ramos o motor novo a GNV, também compatível com biometano, reduz significativamente os poluentes lançados: “Fizemos estudo para mensurar as emissões e notamos redução de 20% em comparação ao caminhão com motor a combustão”.

Ramos acredita que este conceito promove ambidestria ao caminhão, uma vez que a frota possui idade média de 11 anos e que, a partir do momento em que recebe o motor a gás equivalente ao Euro 5, põe em prática senso de urgência. Se fosse comprar um veículo a gás, de fábrica, segundo o executivo, não haveria pronta entrega e, além disto, teria de se desfazer de caminhão em bom estado.

“Há também uma questão de viabilidade, que não se dá por custo apenas, mas pela qualidade. Existem, ainda, aspectos de menor emissão de fuligem, gases e particulados.”

Caminhões remanufaturados têm percorrido curtas e médias distâncias

O veículo com o motor a GNV possui autonomia de até 340 km com oito cilindros: “Estamos estudando a inserção de mais cilindros a fim de ampliar o alcance. Temos usado os veículos a gás para percorrer pequenas e médias distâncias, de até 60 km”, disse, acrescentando que os caminhões têm feito trajeto desde o pátio de montadoras até o centro logístico do Grupo Sada.

A parte da longa distância ainda é tarefa que cabe aos veículos a diesel, uma vez que o País ainda não possui oferta considerável de infraestrutura de abastecimento a gás, ressaltou o executivo. Por este mesmo motivo a adoção ao elétrico tem ficado de lado, para um momento posterior, dadas as condições escassas de opções de recarga e de autonomia limitada – o que foi constatado pela empresa após período de testes com veículos a bateria.

Tanto que, além do investimento em reindustrialização, foi realizado aporte adicional de quase R$ 2 milhões em postos de abastecimento nas principais bases logísticas da companhia, uma em Betim, MG e outra em São Bernardo do Campo, SP. Esses recursos somam-se aos R$ 7,3 milhões para remanufaturar os 31 veículos e perfazem R$ 9,3 milhões.

A frota atual da transportadora é de 380 ativos próprios em operação – se forem considerados os terceirizados este número sobe a 3,5 mil: “Estamos estudando a ampliação da capacidade, até porque, além de poluir menos, o GNV é mais econômico que o diesel, mas é preciso discutir com os clientes esta mudança. Também estamos avaliando algumas rotas na Grande São Paulo, no entroncamento do Grande ABC até o Centro-Oeste, passando por Goiás, por exemplo”.

Nos centros logísticos do Grupo Sada veículos abastecem em5 minutos em vez de 45 minutos a uma hora em postos com bombas simples de GNV. Foto: Divulgação.

Ramos destacou que parceria com a Cosan deverá instalar fontes de abastecimento no caminho até Ribeirão Preto, SP, para que abasteçam de forma mais rápida do que a bomba simples do posto, que demanda de 45 minutos a uma hora para encher o tanque. Ao passo que as que foram instaladas nas bases logísticas do Grupo Sada reduzem a espera para 5 minutos.

Bônus para os corredores que a Cosan busca tornar viáveis é que os pontos de abastecimento deverão oferecer a opção do biometano, o que trará uma certificação a mais para o transporte sustentável. “Nossa agenda ESG é ampla e temos ações diversas, o que inclui o sequestro de carbono por meio das nossas plantações. Nossa ambição é genuinamente trazer menor impacto nesta cadeia e descarbonizar, porque entendemos que isto é um dos nossos pilares estratégicos.”

Tupy recebe financiamento do BNDES para motor a etanol

São Paulo – A Tupy teve aprovado pelo BNDES financiamento de R$ 58 milhões, dentro do programa Mais Inovação, para o desenvolvimento de motor a etanol MWM e transformação digital de suas fábricas de Betim, MG, e Joinville, SC.

O motor a etanol é um dos principais projetos da MWM, que foi adquirida pela Tupy. Segundo Gueitiro Genso, vice-presidente de inovação e novos negócios, o objetivo é adaptar motores originalmente a diesel para o biocombustível:

“Uma das aplicações possíveis é a transformação de tratores agrícolas a partir da validação em testes de durabilidade e campo, seguindo o exemplo de outros serviços já oferecidos pela nossa empresa, como o uso de motores a biometano em caminhões e ônibus”.

A solução está sendo testada em algumas empresas do agronegócio e tem, na visão da empresa, potencial de mercado para 5 mil tratores. Mas outros tipos de máquinas agrícolas e aplicações de transporte podem, também, se beneficiar da tecnologia:

“A adoção do etanol em bens de capital é mais que uma alternativa energética: é aproveitar um biocombustível do qual temos domínio da tecnologia no Brasil para promover a descarbonização viável”.

Vibra investe R$ 100 milhões e dobra capacidade de produção

São Paulo – Com investimento que supera os R$ 100 milhões a Vibra dobrou a capacidade de produção de sua fábrica de lubrificantes na baixada fluminese vizinha à refinaria de Duque de Caxias, que produzirá até 460 milhões de litros por ano.

A expansão permite avanço de 66% da capacidade da linha Lubrax, o que a prepara para atender a demanda crescente do mercado. A companhia busca ampliar sua participação tanto no Brasil quanto na América Latina. No País o market share da marca é 18,4%.

A fábrica de lubrificantes da baixada fluminense é, de acordo com a companhia, uma das cinco maiores do gênero no mundo e a maior da América Latina.

Venda de importados da Abeifa cresce 171% até novembro

São Paulo – As dez marcas associadas à Abeifa comercializaram, até novembro, 90,7 mil veículos importados no mercado brasileiro. Trata-se de incremento de 171,1% em comparação aos onze meses de 2023, 33,4 mil unidades. A perspectiva da entidade projeta, inclusive, superar as 100 mil unidades até o fechamento do ano.

A maior parte dos veículos licenciados ao longo de 2024 por essas empresas foi de eletrificados, 83,3 mil ao todo – volume que cresceu 200% em comparação ao período de janeiro a novembro do ano passado. Isto representa, conforme a Abeifa, 53,2% do mercado total de elétricos e híbridos, de 156,6 mil unidades.

Somente em novembro foram emplacados 10,1 mil veículos importados pelas associadas, avanço de 4,4% frente a outubro, 9,7 mil unidades, e incremento de 84,4% com relação ao mesmo mês do ano passado, em que foram vendidos 5,5 mil veículos.

A BYD foi a marca que, disparado, vendeu mais veículos importados em 2024, representando 73,5% do total com 66,7 mil unidades, alta de 436,3%. Em segundo lugar aparece a Volvo, com 7,8 mil unidades e 10,2% acima do ano passado.

Quanto aos modelos lideram o ranking os veículos BYD Song Plus, com 22,5 mil unidades, seguido do Dolphin Mini, com 20,1 mil, e Dolphin, com 14,6 mil.

Chevrolet Equinox turbo tem duas versões com o mesmo preço

Campos do Jordão, SP – O SUV Chevrolet mais vendido do mundo desembarca no Brasil desta vez na sua versão somente a combustão, para competir na prateleira de cima dos modelos de médio porte. A quarta geração do Equinox, importada do México, dá um salto principalmente em requinte: o automóvel chama a atenção pelo seu visual e presença e oferece um pacote de tecnologias de condução e de entretenimento a bordo bastante interessante. Todas essas novidades, porém, têm um preço e no caso do SUV com motor turbo 1.5 de 177 cv é de R$ 267 mil, bem acima dos seus principais concorrentes.

No entanto o cliente que considerar o Equinox terá que tomar uma decisão que tem a ver com o ambiente em que pretende utilizar mais o seu SUV. E neste caso não pagará mais caro por isto. É que as duas versões disponíveis, Activ e RS, têm o mesmo preço.

Ambas as opções possuem exatamente o mesmo pacote de equipamentos, extremamente completo e que inclui dentre os mais de vinte itens, a inédita conexão 5G, tração AWD e todo o pacote ADAS de condução e de segurança ativa e passiva. As diferenças estão nos acabamentos da grade frontal e do para-choque, nas rodas [19 polegadas na Activ e 20 polegadas na RS], no tipo de pneu, que define se a utilização será mais mista, asfalto e terra [Activ] ou essencialmente urbana [RS] e em outros três pormenores exclusivos de cada versão.

Novo visual

Tudo é inédito no Equinox Turbo. O visual imponente e ângulos retos caracterizam o modelo 2025. A frente está mais alta e a lateral tem linhas ainda não aplicadas nesta carroceria. Destaque para o conjunto óptico bipartido, com a parte superior bem afilada. A grade e o para-choque estão mais proeminentes, com a adição de molduras que contornam as caixas de roda e seguem por toda a base das portas. Na traseira lanternas de LED em forma de ípsilon, assim como todos os atuais SUVs globais da Chevrolet, inclusive o Equinox EV, totalmente elétrico, já disponível no Brasil.

O novo modelo está ligeiramente maior, mais largo e mais alto. São 4 m 667 mm de comprimento, 1 m 902 mm de largura e 1 m 713 mm de altura, proporções que favorecem o design e, também, o aproveitamento do espaço interno.

Ao entrar no veículo, chama a atenção as telas de alta definição do painel e o elevado padrão de qualidade dos acabamentos, incluindo o dos assentos, feitos com um material sintético macio e agradável ao toque, com capacidade de dissipar calor.

O compartimento de bagagem leva 469 litros, o que é capacidade adequada e dentro dos padrões da concorrência para o transporte de todas as bagagens e equipamentos de uma família.

Já o motor 1.5 turbo está 5 cv mais potente e agora utiliza uma transmissão de oito marchas, que melhora o consumo mas nem tanto o desempenho. Neste caso a razão está nas quase 2,1 toneladas do Equinox, um tanto pesado para um modelo desta categoria. As respostas são mais lentas numa ultrapassagem, mesmo com o torque de 28 kgfm a 2 mil rotações por minuto.

Competição

O Equinox turbo estará disponível na Rede Chevrolet nas próximas semanas e, mesmo que a GM não confirme sua ambição com o desempenho no mercado brasileiro, ele será o SUV importado mais vendido da marca no País. E a razão é simples: por enquanto, além da versão turbo, apenas o Equinox EV e a Blazer EV estão disponíveis no portfólio nacional. As vendas deste modelo estarão distribuídas em 70% para o Equinox turbo e 30% na opção totalmente elétrica, segundo Fabio Rua, vice-presidente da General Motors para a América do Sul

O executivo mantém a expectativa de que o portfólio cresça “no ano do centenário no Brasil, pois teremos seis lançamentos e novos modelos, alguns SUVs”.

Em 2025 a GM completa 100 anos de presença no País e além de modelos importados serão lançados dois veículos com a tecnologia híbrido flex. Já para 2026 a GM tem no cronograma o lançamento de um inédito SUV nacional produzido em Gravataí, RS.

Enquanto isso as duas versões do Equinox com motor a combustão precisam convencer o consumidor brasileiro a não optar por modelos como o Jeep Compass, que em versão equivalente custa R$ 242 mil, um VW Taos, ofertado a R$ 221 mil, ou ainda o Ford Territory e o Corolla Cross, com preços de R$ 212 e R$ 202 mil, respectivamente.

Os concorrentes diretos, em suas versões mais equipadas, são mais baratos mas também um pouco menores e não oferecem todos os equipamentos, como a tração AWD, do Equinox. A disputa na prateleira de cima dos SUVS está mais acirrada.  

Mitsubishi Triton conquista nota máxima de segurança no Latin NCAP

São Paulo – A nova geração da Mitsubishi Triton, picape que foi lançada no Brasil recentemente, conquistou nota máxima de segurança do Latin NCAP. Foi a primeira picape média a atingir esta classificação dentro do protocolo atual de testes.

A unidade testada foi produzida na Tailândia mas segundo a Mitsubishi as unidades produzidas pela HPE em Catalão, GO, seguem os mesmo padrões de segurança. 

A nova Triton conquistou pontuação de proteção para adultos de 89,9%, para crianças de 91,2%, para pedestres de 86,5% e para sistemas de assistência à segurança a nota foi de 92,1%.

Para dançar de acordo com a música JAC volta a vender no Brasil veículos com motor a combustão

São Paulo – Cerca de dois anos após decidir que deixaria de vender veículos a combustão no mercado brasileiro a JAC resolveu fazer uma nova aposta e trazer a picape Hunter, com motor turbodiesel. Segundo seu presidente, Sérgio Habib, o movimento é reflexo da retomada do imposto de importação para veículos eletrificados, que gradualmente retornará os 35% até 2026.

“Estamos dançando conforme a música. Quem não fizer isso não conseguirá sobreviver no mercado brasileiro”, afirmou Habib. “Quando vi que o governo retomaria o imposto de importação fui até a China para ver quais produtos da JAC com motor a combustão se encaixam no mercado brasileiro. 96% da demanda ainda é por esses veículos.”

Habib aposta que a retomada dos impostos sobre os veículos elétricos e híbridos fará com que ocorra queda na demanda pelos eletrificados, que ficarão mais caros. Desta forma não seria possível crescer com os seus negócios no País e ter uma operação sustentável e, por isto, a decisão foi voltar a vender veículos com motor a combustão no Brasil – e a picape se encaixa bem no mercado brasileiro.

Habib disse já estudar outros produtos a combustão para o Brasil, como uma versão da picape Hunter com suspensão multilink, que oferece mais conforto para os ocupantes, mas tem 400 quilos a menos de capacidade de carga na comparação com a versão T9. Outras versões também estão no radar do executivo:

“Teremos também uma versão Sport, que é um pouco menor, tem visual diferente e menos equipamentos de série, mas com câmbio automático, que é o que o consumidor brasileiro prefere. Também estamos olhando para versão de cabine simples e uma cabine dupla manual, mas essas deverão ter menor volume de vendas”.

Outra que terá menor volume de vendas, mas que está confirmada para o Brasil, é a picape Hunter com motor elétrico. Ela será a mais cara do portfólio de veículos leves da JAC no País, dedicada a alguns nichos específicos de mercado, como clientes que têm interesse em ter uma picape elétrica para usar nas grandes cidades e para alguns órgãos públicos, como a polícia florestal. 

Nos elétricos a JAC ainda oferta um hatch, um sedã e um SUV,  mas Habib espera retração na demanda por causa da alta nos preços e, com mais concorrentes no mercado, reconheceu que será difícil crescer. Sua aposta é que as vendas da JAC nos próximos anos serão como em 2024, ao redor de 1,4 mil unidades, conquistando participação de 2,3%.

Balanço 2024

Somado ao volume de 1,4 mil carros de passeio elétricos a JAC projeta vender até o fim do ano 650 vans elétricas e 160 caminhões elétricos, atingindo um total de 2 mil 210 unidades comercializadas, conquistando 3,6% do segmento de veículos eletrificados.

Até novembro a empresa vendeu 1 mil 850 unidades, registrando forte expansão de 164,7% na comparação com iguais meses de 2023. De acordo com Habib este crescimento foi puxado pelos seus veículos comerciais.

JAC traz a picape Hunter sem grandes pretensões de volume

São Paulo – A JAC apresentou à imprensa na terça-feira, 3, a picape Hunter, na versão T9, que marca o seu retorno aos motores a combustão. Segundo Sérgio Habib, seu presidente no Brasil, a intenção não é brigar pela liderança do segmento de picapes, que representa 150 mil vendas por ano, mas sim conquistar um pequena fatia do mercado:

“Queremos vender de 3 a 4 mil unidades por ano, conquistando cerca de 2% desse mercado. Miramos também algumas vendas para governos e prefeituras por meio de licitações”.

A aposta da JAC é na maior capacidade de carga do segmento de picapes média, pois a Hunter transporta até 1,4 tonelada, junto com a maior garantia fixa do segmento, de oito anos. A sua picape também é a maior e mais alta na comparação com as outras que são vendidas no País, atributos que podem pesar a favor da Hunter na decisão de compra dos consumidores.

Com apenas cinco concessionárias no País a JAC se estrutura em modelo de vendas online para conquistar seus clientes, usando diversas plataformas como YouTube, Instagram, TikTok, para divulgar seus produtos por meio de propagandas patrocinadas e que levem os interessados até o seu site. Com o lead em mãos seu departamento de vendas entra em jogo para dar sequência na negociação, caso haja interesse. 

A JAC terá mais de cem picapes disponíveis para test-drive, que a sua equipe de vendas enviará até o endereço que o comprador quiser, seja na fazenda ou na cidade. Segundo Habib este modelo de vendas tem mostrado bons resultados, citando o exemplo da cidade do Rio de Janeiro, onde disse que a JAC atualmente está vendendo mais do que quando tinha uma loja física. 

Para o pós-vendas, um ponto que é muito importante para quem compra uma picape média para trabalhar, a empresa visitou e credenciou cerca de cem oficinas por todo o País, que serão responsáveis por realizar os serviços de pós-vendas e manutenção. As cinco concessionárias também farão esse tipo de trabalho e manterão estoque de peças para atender aos clientes. 

A JAC Hunter T9 é equipada com motor 2.0 turbodiesel de 191 cv de potência com câmbio automático de oito marchas da ZF. A picape é oferecida em versão única, a T9, topo de linha, que custa R$ 239,9 mil. 

Sua lista de itens de série oferece vidros elétricos one touch, kit multimídia com tela vertical de 13 polegadas sensível ao toque, quadro de instrumentos digital, ar-condicionado digital e automático.

Jaguar apresenta seu carro elétrico conceito Type 00

São Paulo – Após causar polêmica no fim de novembro, ao anunciar a mudança de sua logomarca com tipografia minimalista e futurista, a Jaguar mais uma vez chamou para si os holofotes do mundo todo ao apresentar o desenho do primeiro fruto desta nova fase, o carro elétrico conceito Type 00.

Diferente de tudo o que já foi apresentado pela fabricante ao longo de seus 90 anos de história o novo modelo – o primeiro de três elétricos aguardados até 2030 – incorpora a filosofia criativa da Jaguar, de Modernismo Exuberante, após a estreia de sua nova identidade, e resgata o conceito de Copy Nothing, premissa do fundador da marca, Sir William Lyons, que defendia que a Jaguar fosse uma cópia de nada e, seus carros, considerados formas de arte.

Não à toa a estreia mundial do carro conceito ocorreu na noite de segunda-feira, 2, durante a Miami Art Week, evento que transforma a cidade da Flórida, Estados Unidos, no centro do mundo da arte por seis dias.

Quanto ao nome, Type 00, o prefixo faz a ponte com a procedência da marca para modelos como o E-type. O primeiro zero, por sua vez, refere-se a zero emissões e, o segundo, representa o status de carro zero da nova linhagem. O veículo elétrico de luxo é um GT, Gran Turismo, de quatro portas, mas parece saído de um desenho animado ou filme de ficção científica.

O design ficou a cargo da JEA, Arquitetura Elétrica da Jaguar, e é tido pela empresa como “visionário e responsável por pautar os lançamentos futuros da marca”. Traz um longo capô, linha de teto ampla, rodas de liga leve de 23 polegadas. Fazem parte do design arrojado, ainda, portas laterais em formato de asa de borboleta, porta traseira sem vidro, que deve contar com o apoio de câmeras internas para monitoramento, e teto panorâmico com vidros harmonizados com a carroceria – o que busca criar a sensação de escultura.

Nas cores a JLR também ousa: o Type 00 será ofertado ao mercado em duas opções, sendo uma delas uma versão de rosa, o Satin Rhodon Rose, apelidado de Pink Miami em homenagem às cores pastéis da arquitetura Art Déco da cidade em que foi apresentado.

Para os clientes mais tradicionais, apesar de todas as inovações futurísticas inerentes ao modelo, é facultada também a cor azul Inception Silver Blue, apelidada de London Blue, inspirada em cor elegante disseminada nos veículos dos anos 1960 e escolhida para refletir a herança britânica da Jaguar.

Dentro do veículo chama atenção coluna central de 3,2 metros que divide um par de painéis de instrumentos flutuantes, assim como o condutor do passageiro. Para dar a partida será preciso inserir chave de latão no centro do console.

A meta de autonomia do Type 00 é outro predicado do modelo: até 770 km no ciclo WLTP. De acordo com a JLR uma única carga em carregador rápido, de apenas 15 minutos, repõe capacidade de percorrer até 321 km.

Fiat Strada e Volkswagen Polo brigarão pela liderança até o fim do ano

São Paulo – A menos de um mês do fim de 2024 é impossível dizer qual será o veículo leve mais vendido do mercado brasileiro. Em novembro o Volkswagen Polo foi, mais uma vez, líder em vendas e tirou um pouco da diferença da Fiat Strada, líder no acumulado do ano: passou a 1,7 mil unidades.

A picape ficou na segunda posição do mês e se manteve na briga, que promete seguir durante dezembro. Nos onze meses do ano a Strada foi líder em seis e o Polo em quatro. O domínio dos dois modelos só foi quebrado em junho, quando o Hyundai HB20 assumiu a ponta.

E é o hatch da Hyundai que completou o pódio em novembro e segue na cola do Chevrolet Onix no acumulado do ano – outra briga boa para o último mês de 2024, com diferença de cerca de seiscentas unidades.

Em novembro a Hyundai colocou três modelos no Top 10 do mercado brasileiro: além do HB20 sua versão sedã HB20S e o SUV Creta, os três modelos produzidos em Piracicaba, SP. A Volkswagen foi outra a emplacar três modelos, o Polo, o SUV T-Cross e a picape Saveiro.

Veja o ranking: