Venda de máquinas agrícolas decepciona com alta de apenas 1,5%

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CompartilheBalanço da Anfavea
05/01/2018

Apesar do bom desempenho do setor do agronegócio no País, o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias ficou praticamente estável em 2017 na comparação com 2016.

 

O setor vendeu 44 mil 362 unidades no ano passado, contra 43 mil 701 em 2016, crescendo apenas 1,5% e ficando bem abaixo da alta próxima de 5% que era esperada pela Anfavea, que divulgou os dados do setor na sexta-feira, 5. Considerando apenas o mês de dezembro, foram vendidas 3 mil 829 máquinas, contra 3 mil 63 no mês anterior, alta de 25% e na comparação com o mesmo mês de 2016 houve queda de 8,8%.

 

Algumas máquinas foram as principais responsáveis pelo crescimento abaixo do esperado nas vendas, caso das colhedoras de cana, cuja venda caiu 20,8% no ano, e as retroescavadeiras com queda de 5,3%. Por outro lado, os tratores de rodas aumentaram as vendas em 2,7% e as colheitadeiras de grãos 0,9%. Para 2018, a expectativa da Anfavea é que as vendas cheguem a 46 mil unidades, crescendo 3,7%.

 

A produção foi de 54 mil 988 máquinas no ano passado, contra 54 mil 032 unidades em 2016, alta de 1,8%, que também ficou abaixo do que era esperado pela Anfavea. Considerando apenas o mês de dezembro, foram produzidas 2 mil 727 unidades, queda de 31,1% com relação a novembro e de 52,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Para 2018 a expectativa é que a produção cresça 11,8%, com 61,5 mil unidades produzidas.

 

Para Ana Helena de Andrade, vice-presidente da entidade, "a grande queda em dezembro aconteceu por causa das férias coletivas que as empresas decidiram dar aos funcionários, paralisando a produção no meio do mês, o que não aconteceu no mesmo período de 2016".

 

Exportações - As exportações são o lado positivo do setor de máquinas agrícolas e industriais, com crescimento de 46,9% na comparação com 2016 e 14 mil 96 unidades vendidas para outros países, superando e muito as expectativas da Anfavea para o ano passado. Em dezembro embarcaram para outros mercados 1 mil 321 unidades, volume 39,1% maior do que no mesmo mês de 2016 e 1% menor do que em novembro.

 

O principal mercado foi a Argentina, que com a recuperação, absorveu um volume de máquinas 195% maior do que no ano de 2016, seguido pelos Estados Unidos, que importou 80% mais máquinas no mesmo período. “No caso dos americanos, eles importam muitas máquinas para construção e tratores de rodas, mas esse segundo em menor quantidade”, destacou a vice-presidente.

 

Para 2018, a expectativa da Anfavea é que as exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias continue crescendo, chegando a 15,5 mil unidades, alta de 9,9%.

 

Foto: Divulgação.