Cooper Standard quer voltar à estabilidade e ao crescimento

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01/02/2018

A Cooper Standard divulgou na quinta-feira, 1º, seu balanço referente às atividades do ano passado, e registrou crescimento de 15% na produção, atribuído a dois fatores: recuperação do mercado interno e melhorias eficazes nos processos produtivos. A empresa é especializada em sistemas de vedação, anti vibração, componentes para transferência de freio e combustível.

 

Mesmo com essa alta, porém, a empresa registrou prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões por causa do período de crise enfrentado de 2013 a 2017. À época a empresa quase fechou sua unidade no Brasil e não recebia mais pedidos das empresas fabricantes em função de problemas relacionados a logística e qualidade. A empresa fornece apenas para o mercado original, sem participar do de reposição.

 

Mas a Cooper Standard quer encerrar esta fase complicada, afirmou Jürgen Kneissler, seu diretor geral: “Este ano o nosso maior objetivo é ter lucro e ao menos buscar a estabilidade financeira”.

 

Para isso  a empresa foi reestruturada internamente e já começa a investir novamente no País, com aporte de R$ 12 milhões para a construção da sua fábrica em Divina Pastora, SE.

 

“Decidimos por Sergipe por causa dos incentivos que o Estado pôde nos oferecer, até ajudando na construção da fábrica na expectativa da geração de empregos que certamente ocorrerá na região.”

 

Espera-se que a unidade comece a operar este ano, com duzentas vagas de emprego -- no ano que vem poderão ser até quatrocentos.

 

A empresa fechou contrato para ser fornecedora em dezenove novos projetos de veículos, que serão determinantes para o crescimento nos próximos anos: “Sou conservador para as projeções deste ano e espero um faturamento um pouco maior do que o do ano passado, crescendo 10% e chegando a R$ 350 milhões. Mas isso só acontecerá se a política não atrapalhar”.

 

Mas para 2019 o diretor está otimista: “No ano que vem todos nossos projetos novos estarão em andamento e espero que nosso faturamento aumente em 50% na comparação com 2017”.

 

Foto: Divulgação.