Vendas em janeiro crescem e superam sazonalidade

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/02/2018

Janeiro é considerado o período em que as fabricantes de veículos registram vendas menores, mas o desempenho do comércio, este ano, foi comemorado ainda que a base de comparação seja pequena. No mês passado foram vendidas 216,8 mil unidades, 24,6% a mais do que em janeiro do ano passado e representou o melhor resultado desde janeiro de 2015.

 

Os números divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6, mostram cenário positivo em todos os segmentos e, mais do que isso, uma indústria confiante de que as projeções de crescimento para o ano serão cumpridas – a mediana de vendas de veículos leves manteve o ritmo dos últimos meses, coisa de 8 mil unidades nos 22 dias úteis. Em caminhões o efeito Fenatran apareceu em janeiro, dobrando o volume de vendas. Em ônibus houve crescimento.

 

Segundo o presidente Antônio Megale os números serviram para o setor se manter em expectativa de crescimento e para que a tendência sirva de parâmetro para as empresas se prepararem para um eventual crescimento da demanda acima do esperado: “A base de comparação é pequena, mas dá para comemorar porque janeiro é um mês de sazonalidade baixa. Favoreceu o cenário propício ao financiamento. Toda a cadeia precisa se mostrar apta para manter o ritmo de crescimento”.

 

Na análise do recorte de veículos leves vendidos os automóveis foram 148 mil 904 unidades, volume 22,7% maior do que o verificado em janeiro de 2017. A General Motors foi a empresa que mais vendeu na categoria, 30 mil 246 unidades, alta de 24,3%, com a Volkswagen, na sequência, com 22 mil 77 unidades vendidas, 51,1% mais. A Ford, com 14 mil 970 unidades,  veio a seguir, com 18,9% mais. A FCA vendeu 13 mil 361 veículos Fiat, alta de 16,1%, e a Hyundai, com 12 mil 962 unidades e alta de 15,8%, fecha o grupo das cinco que registraram melhor desempenho comercial em janeiro.

 

Os automóveis mais vendidos, segundo o levantamento da Anfavea, foram em sua maioria aqueles com motorização acima de 1 mil cm3 de cilindrada: 63,6% do total, ou 94 mil 761 unidades, 21,3% a mais do que o volume vendido em janeiro de 2017. Registrou-se alta, também, no volume de vendas de veículos com motores de até 1 mil cm3  de cilindrada: 51 mil 774 unidades, 26,9% a mais do que ano passado. Os veículos com motorização acima de 2 mil cm3 de cilindrada foram a minoria: 2 mil 369 unidades, queda de 4,5% na comparação com o desempenho de janeiro do ano passado.

 

A participação dos veículos flex fuel representou 87,7% do total vendido em janeiro, os veículos movidos a diesel, 8,7%, os movidos a gasolina, 3,4%. Os híbridos, mesmo que representando uma fatia pequena, 0,2% em janeiro, tiveram o desempenho de vendas em janeiro destacado por Megale, que citou a questão tributária como principal gargalo para a massificação deste tipo de veículo no País: “No ano passado foram vendidas 3 mil 296 unidades, e este ano deverá ter um volume ainda maior. Isso mostra o potencial dos híbridos mesmo com pouco incentivo. O Brasil não pode ficar fora do avanço dessa tecnologia”.

 

Foto: Divulgação.