Rota 2030 é "estratégico" para o País

Imagem ilustrativa da notícia: Rota 2030 é "estratégico" para o País

A aprovação do Rota 2030, a política setorial que deve substituir ao Inovar-Auto, encerrado em dezembro, é "estratégica" para o País, avaliou o presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Pablo Di Si: “Para mim é estratégico que isso seja aprovado, é estratégico para o Brasil. Não estou falando que ganharei R$ 1 a mais ou R$ 1 a menos com isso: é questão de ser algo fundamental, não pelo valor mas pela mensagem que passamos para nossas matrizes”.

 

Lançado em abril do ano passado com aprovação planejada para agosto o Rota 2030 vem, desde então, passando por vários adiamentos. De agosto foi postergado para novembro e para dezembro. No fim do ano passado o governo chegou a condicionar sua aprovação ao acordo com a União Europeia.

 

Ficou de ser aprovado em janeiro por meio de medida provisória -- também não aconteceu. Há quem condicione sua aprovação apenas depois da reforma da Previdência. Há a previsão de que o novo regime do setor automotivo seja anunciado e efetivado de fins de fevereiro para o início de março: “Se me perguntassem, em novembro, se o Rota 2030 seria aprovado eu diria que sim, mas hoje acho que houve um passinho para trás”.

 

O novo regime automotivo Rota 2030 tem o objetivo de substituir o Inovar-Auto, que vigorou até 31 de dezembro: “Acho que existe um antes e um depois do Inovar na nossa indústria, e que o governo teve a visão de fazer com que os carros evoluíssem em patamar de tecnologia, e com isso as empresas começaram a investir”.

 

Para Di Si o Brasil ganhou muito em pesquisa e desenvolvimento e engenharia com a antiga política: “Houve erros, sim, e a correção deles é o que tentamos fazer com o Rota 2030”.

 

Foto: Christian Castanho.