Acordo UE-Mercosul: europeus querem abertura aos importados em 10 anos

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Representantes da União Europeia e do Mercosul concluíram duas semanas de negociações em Bruxelas, Bélgica, sobre o acordo de livre comércio envolvendo os dois blocos, sem nenhuma avanço ou oferta formal feita. As equipes de negociação concordaram em continuar as discussões em Assunção, Paraguai, em 19 de fevereiro.

 

Apesar de o acordo seguir indefinido, é possível notar que os envolvidos se articulam no sentido de acelerar assinatura que deve favorecer uma série de setores da economia nacional.

 

Entre os principais interesses ligados à UE estão as questões ligadas ao setor automotivo, tema que ainda divide opiniões no Brasil. Os europeus intensificaram a pressão pela abertura do setor.

 

O Cone Sul se mostrou flexível aos pedidos da UE: zerar as tarifas, hoje são 35%, de importação de carros em doze anos. Pela oferta anterior, a abertura do mercado se daria em quinze anos. O bloco europeu pede um prazo mais curto, dez anos, e condiciona o fechamento do acordo bilateral a está condição.

 

Para o Brasil, abrir o mercado no curto prazo poderia prejudicar a produção local, uma vez que as fábricas europeias, ociosas, teriam espaço para direcionar a produção de suas linhas aos países do bloco. A expectativa do setor é a de abrir o mercado no médio prazo, dando tempo, em tese, para as fábricas daqui passarem por uma elevação de patamar tecnológico e torna-las mais competitivas no exterior.

 

Por outro lado, a UE sinalizou que poderia abrir seu mercado para mais carne dos países do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai –, aumentando sua oferta potencial de acesso de carne bovina a 99 mil toneladas por ano ante as 70 mil toneladas anteriores.

 

A carne tem sido uma demanda fundamental para os países do Mercosul, mas uma preocupação para as nações agrícolas da UE, como a Irlanda e a França.

 

Foto: Divulgação.