Ipea espera crescimento ainda maior da produção industrial em 2018

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23/02/2018

O indicador Ipea de produção industrial referente a janeiro de 2018 projeta crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados da análise divulgada pelo grupo de conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. No trimestre de novembro a janeiro a pesquisa projeta alta de 2,1% e na comparação com dezembro do ano passado é esperada uma queda de 1,8%.

 

No trimestre avaliado pelo indicador a produção de veículos cresceu de 0,9% e, com a recuperação do setor no ano passado, a expectativa é que ele seja ainda mais relevante para os números da produção industrial em 2018. Leonardo de Mello Carvalho, pesquisa do Ipea acredita que, com a maior disponibilidade de crédito, diminuição das taxas de desemprego e mais espaço no orçamento das famílias para compras de bens duráveis, não tem porque não ter uma expectativa ainda melhor para este ano, com aumento da demanda interna e as exportações seguindo o ritmo de 2017. Carvalho também espera bons resultados dos setores de máquinas e equipamentos, tecnologia e equipamentos de informática.

 

O pesquisador do Ipea também avaliou a produção de aço no período, um dos principais insumos da indústria automotiva: “A queda em dezembro de 4,7% e de 2,7% no primeiro mês do ano não reflete a atual situação da indústria do aço, pois em novembro houve alta de 9% e o setor acumula crescimento de 4,8% no trimestre”.

 

O Instituto do aço, que fornece os dados para pesquisa do Ipea, destacou que expectativa para 2018 é de alta de 4,9% no consumo aparente com relação ao ano passado e expansão de 4,1% nas vendas internas. Os setores com maior participação no consumo aparente são: construção civil 38,2%, bens de capital, 21,6% e o automotivo, 19,6%.

 

“A expectativa é que a produção industrial continue sua trajetória de recuperação, com ritmo até mais forte este ano, pois esperamos um crescimento com relação ao ano passado. Alguns fatores colaborarão, como inflação baixa, projeção de juros baixos e maior disponibilidade de crédito”.

 

Mesmo com boas expectativas, o pesquisador destaca as eleições como um ponto de interrogação ao longo do ano: “O processo eleitoral traz algumas dúvidas para o mercado, como a votação da reforma da Previdência, e isso gera incertezas nas decisões de investimento das empresas e também nas decisões de consumo, mas o impacto mais forte é nos investimentos de capital nacional e internacional. É necessário que o Brasil passe por esse processo sem grandes abalos”.

 

Foto: Divulgação.