Setor automotivo pode explorar regime aduaneiro por maior competitividade

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CompartilheSeminário AutoData
05/03/2018

Como ser competitivo no futuro é uma questão que todas as empresas ligadas ao setor automotivo devem abordar de frente. A opinião é de Fernando Magri, diretor da Thompson Reuters, palestrante do Seminário AutoData Megatendências do Setor Automotivo – Os Desafios de 2018 Com ou sem o Rota 2030, na segunda-feira, 5, em São Paulo, Capital. Ele destacou que as empresas precisarão necessariamente se adaptar às mudanças que virão no setor automotivo global nos próximos anos.

 

“O setor automotivo é um dos poucos que a indústria é global. Um carro recebe componentes que são feitos em diversos países do mundo, e com isso, otimizar a logística é uma questão que fará diferença no futuro. Porém é necessário entender como isso pode ser feito.”

 

O palestrante destacou que no Brasil, por exemplo, existem quatorze regimes especiais aduaneiros que são pouco explorados pelas empresas e que poderiam melhorar a competitividade dos produtos locais no Exterior. É o caso do Recof, que permite a importação de insumos sem custo tributário. “Já existem mecanismos no Brasil para aumentar a competitividade das empresas, mas muitas não exploram os regimes especiais.”

 

Com relação às barreiras comerciais Magri entende que  vieram para ficar e estarão cada vez mais presentes, como por exemplo a sobretaxa para importação de aço nos Estados Unidos. Para o palestrante, entretanto, esse pode ser "um tiro no pé", pois ao invés de alavancar a indústria do aço estadunidense, pode fazer com que a importação de um veículo pronto seja mais barata do que a produção local. A saída da Inglaterra do bloco da União Europeia também deve se tornar uma barreira comercial no futuro, acrescentou.

 

“Acredito que no futuro as empresas que sairão na frente serão as que consigam tornar as novidades tecnológicas acessíveis para o consumidor, sem grandes rupturas com seu passado.”

 

Foto: Allex Chies.