Márcio Alfonso, ex-Ford, é o primeiro CEO da Caoa Chery

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O primeiro CEO da Caoa Chery, empresa que começou suas atividades no País em janeiro, é Márcio Alfonso, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Projeto Amazon da Ford, que resultou na instalação de fábrica em Camaçari, BA, e no lançamento do projeto global do Ford Ecosport. Antes ele era o diretor de engenharia na Caoa Montadora.

 

No cargo desde janeiro, com duração estipulada para quatro anos, Alfonso contou que sua missão à frente da nova companhia é principalmente conduzir a estrutura produtiva, área da qual é especialista. Engenheiro de formação, trabalhou durante 37 anos na Ford e dirigiu o desenvolvimento de novos modelos e mercados, situação com a qual se depara ao assumir a cadeira mais alta da montadora que pretende ser a primeira brasileira:

 

“Meu foco está na produção, na qual a Chery é quem conduz a gestão dos processos. Devemos ampliar a quantidade fornecedores nacionais, e existe uma demanda por estabelecer conexão com a equipe de engenheiros da China no que diz respeito aos lançamentos feitos aqui. Os veículos precisam ser calibrados de acordo com as características do Brasil, e tenho experiência neste campo”.

 

A estrutura organizacional da nova empresa permite a Alfonso uma concentração maior na área de produção, um perfil não tão convencional aos CEOs, geralmente mais focados em marketing e vendas. Abaixo dele foi estabelecida uma camada de gestores divididas em pares para cada função. Na área de vendas, um executivo brasileiro e outro chinês são co-gestores, e assim sucessivamente nos demais departamentos: “Vendas é com o time que veio da Caoa. Produção fica nas mãos dos funcionários que vieram da matriz”.

 

Sobre as principais diferenças do início do Projeto Amazon, na Bahia, e agora, como CEO da Chery Caoa, ele disse que o empreendimento atual não começa do zero: “Na Ford tivemos de desenvolver tudo. Agora há uma série de empresas parceiras que nos auxiliam no desenvolvimento e na concepção dos veículos. Há uma equipe de engenharia forte na China, um estúdio de design na Itália, ou seja, é uma outra situação”.

 

Apesar das diferenças existe uma similaridade: “Um cenário parecido é a necessidade de se criar um produto global que esteja alinhado com novos mercados e também o desenvolvimento de novos fornecedores. Nossos carros serão mais brasileiros com o tempo”.

 

Alfonso recordou que está em curso processo de aceleração da nacionalização dos componentes do Tiggo 2, que até dezembro terá 20% de conteúdo produzido aqui: “Estamos negociando os contratos globais que temos assinados para inserir a produção brasileira. Uma série de fornecedores internacionais da Chery mantém fábrica aqui”.

 

Foto: Divulgação.