Apesar do crescimento motos não se anima a contratar mais

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12/04/2018

O setor de motos apresentou boa recuperação do primeiro trimestre do ano mas a geração de empregos, contudo, ainda não recebeu impacto positivo depois da grande queda no número de funcionários empregados pelas empresas em 2016 e no começo de 2017. Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, existe a necessidade de contratações para diminuir a capacidade ociosa das fábricas, mas algumas incertezas ainda fazem com que as empresas tenham cautela com esse assunto.

 

“Pequenas contratações já aconteceram no primeiro trimestre, mas de maneira bastante tímida e que não traz grandes impactos para a capacidade ociosa das fábricas."

 

De acordo com ele “o crescimento apresentado nos últimos meses mostra que é necessário contratar para acompanhar a demanda ao longo do ano e aumentar a produtividade, mas com as indefinições do processo eleitoral as empresas estão em compasso de espera para iniciar as contratações. Ou seja: os últimos acontecimentos políticos trazem mais incertezas para o setor".

 

As empresas aguardam, observou o presidente, para saber quem serão os candidatos com possibilidadse de vencer as eleições para presidente, cargo político mais importante do País, para começar a tomar suas decisões e a revisar suas projeções de mercado:

 

“O crescimento do primeiro trimestre foi muito bom e esperamos que continue assim. Caso isso aconteça no segundo trimestre revisaremos as projeções para o setor e acreditamos que as empresas começarão a contratar em maior volume ao longo do ano”.

 

Uma notícia positiva para o setor é que desde o último trimestre do ano passado não existem mais funcionários trabalhando no sistema de layoff, que consiste na jornada de trabalho de quatro por três e não o habitual cinco por dois.

 

Histórico dos postos de trabalho 

 

No ano passado o setor duas rodas encerrou o ano com aproximadamente 12 mil funcionários, número que apresenta queda desde 2011, quando havia 21 mil 122 postos de trabalho. Em 2014 esse número já havia caído para 17 mil 697 colaboradores, depois 16 mil 102 no ano seguinte e 13 mil 410 postos de trabalho em 2016.

 

Foto: Divulgação.