MAN destaca sua condição de exportadora

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CompartilheSeminário AutoData
23/04/2018

As exportações são importantes em todos os segmentos, mas quando se fala de caminhões e ônibus há particularidades. Suas vendas externas alcançaram o auge de 2005 a 2008, com média de 55 mil unidades. Hoje a indústria opera com ociosidade de 35% e as exportações vêm crescendo desde 2015, com 49 mil unidades no ano passado.

 

Marcos Forgioni, vice-presidente de vendas e marketing internacional da MAN, garantiu que “exportar é tão difícil quanto vender no mercado interno, mas tem suas particularidades”. Ele participou do Seminário AutoData sobre Novas Oportunidades do Mercosul, na segunda-feira, 23, em São Paulo.

 

Por exemplo: o Brasil possui 1,7 milhão de quilômetros de estradas, mas apenas 11% são pavimentadas:  “Nossos produtos são voltados para países em desenvolvimento e, por isto, temos forte presença na América Latina e na África”.

 

Seus mercados de volume são Argentina, com 39% do total, México, 28,4%, e África do Sul, 17%.

 

A Volkswagen construiu redes de vendas e de pós-vendas nos países para onde exporta, e em alguns deles há até produção em CKD e SKD: “É preciso fazer uma análise de cada mercado para saber o que vai comprar”.

 

Cada país, aliás, possui suas regras de segurança e de emissões, o que requer adequação. Há ainda desafios de logística, como ele citou: produtos Volkswagen percorrem mais de 4 mil quilômetros para viajar de Resende, RJ, ao Equador.

 

Para Forgioni não existe fórmula para aumentar as exportações "mas, com capacidade instalada de 100 mil unidades, a MAN precisa exportar mais".

 

Mas para isso ele ressaltou dois pontos: “É preciso reduzir o custo Brasil com investimentos em estradas, logística, portos e parar de exportar impostos, pois a competitividade, lá fora, não permite isso. E ter um banco de fomento puro, para dar foco a esse mercado”.

 

Foto: Christian Castanho.