VW otimista com antecipação de acordo com Argentina

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CompartilheSeminário AutoData
23/04/2018

Os governos da Argentina e do Brasil devem antecipar, no segundo semestre, as bases do novo acordo de exportação e importação que envolve os seus setores automotivos, informou Pablo Di Si, presidente da Volkswagen para a América do Sul, durante o Seminário AutoData Tendências de Negócios, realizado na segunda-feira, 23.

 

O atual regime, estipulado para vigorar de 2015 a 2020, estabelece que o cálculo que controla a quantidade de dólares que o Brasil pode exportar para a Argentina, chamado de flex, seja de 1,5. Ou seja: para cada US$ 1 importado das fábricas instaladas no país vizinho as brasileiras podem exportar US$ 1,5.

 

Há interesse de parte do governo brasileiro em elevar o flex e ampliar o prazo de vigência do acordo. Di Si disse que a VW observa como favorável às montadoras a possibilidade de se antecipar as novas regras do jogo: “Se for para melhorar o trânsito de veículos de um país a outro o novo acordo pode ser antecipado. Mas o que não pode acontecer é restringir a corrente comercial dos países”.

 

O executivo acredita que o novo flex deverá variar de 1,5 a 2, com a possibilidade de haver aumento gradual a cada ano. Di Si afirmou que, se dependesse dele, o flex aumentaria a cada ano até chegar a 2 em 2030, por exemplo: “Apoio que sejam valores graduais ao longo dos anos, como acontece na Europa, com desgravamento ao longo dos anos”.

 

UNIÃO EUROPEIA – O presidente da VW disse também que Brasil e Argentina precisam unir forças para sanar deficiências de infraestrutura “antes de firmarmos acordo com a União Europeia”. O executivo se refere, principalmente, aos gargalos de logística comuns aos dois países:

 

“Precisamos eliminar as ineficiências até 2030 de forma a fazer equivaler nossas estruturas com as da Europa. A situação do portos aqui é algo preocupante, demora muito tempo para liberar os veículos em ambos os lados. Imagine se fechamos o acordo e não conseguimos entragar a produção”.

 

Di Si tem agendada uma excursão pelos portos do País para analisar as condições do escoamento da produção de veículos rumo aos mercados internacionais: “Preciso conhecer a estrutura do Brasil, sobretudo os portos de Santos e Paranaguá, para poder tomar as melhores decisões e pleitear melhorias”.

 

O executivo fez movimento similar na Argentina quando, em 2017, visitou o porto de Zárate, em Buenos Aires, com o mesmo objetivo: “Precismos de outro porto na Argentina urgentemente”.

 

Foto: Christian Castanho.