Nissan revisa projeção de vendas depois da greve

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CompartilheSeminário AutoData
25/06/2018

São Paulo - A Nissan revisou sua projeção para o mercado nacional por causa do impacto da greve dos caminhoneiros sobre o setor automotivo e a economia, informou o seu presidente para o Brasil, Marco Silva, durante apresentação no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, na segunda-feira, 25, no World Trade Center, em São Paulo:

 

“Tivemos que refazer nossas projeções após a paralisação dos caminhoneiros, pois os concessionários relatam movimento até 20% menor nas lojas. A confiança do consumidor caiu e, a partir de agora, ele esperará para tomar decisões de compra”.

 

A Copa do Mundo e as eleições também ajudarão a esfriar o mercado no segundo semestre, mas segundo Marco Silva esses fatores já estavam na conta no início do ano -- a greve não: “Nossa projeção de crescimento para o mercado foi reduzida de 4% a 5% e, agora, acreditamos que as vendas totais ficarão em torno de 2 milhões 450 mil unidades”.

 

Mesmo revendo suas projeções para o mercado nacional a Nissan manteve a expectativa de expandir as vendas em 15% na comparação com o ano passado, apostando em um crescimento orgânico das vendas no País com a consolidação da marca, o que vem ocorrendo nos últimos anos. Para a produção a empresa acredita em crescimento de 30%: “Estamos operando em dois turnos, na nossa capacidade máxima, e assim atingiremos esse crescimento na comparação com o ano passado”.

 

Para as exportações a projeção de crescimento é bem grande, 50%: “Essa expansão acontecerá por causa da Argentina, que até o momento cresceu, mas, mesmo que comece a cair, consumirá uma parte dos veículos produzidos em Resende. Outros países que ajudarão nesse crescimento são Colômbia, Peru e Chile”.

 

A companhia também exporta veículos para Costa Rica, Panamá e Uruguai.

 

Com relação ao futuro da mobilidade no Brasil o presidente da Nissan acredita que veículos elétricos farão parte da frota nacional -- até porque o governo começa a dar sinais de que teremos uma infraestrutura para esse tipo de veículo -- e já estuda a vinda da tecnologia e-power, que combina um pequeno motor a combustão que alimenta o motor elétrico, responsável por movimentar o veículo: “Queremos trazer a tecnologia e-power no futuro e já estudamos esse caso, mas precisamos tornar viável a produção local, o que é mais complicado”.

 

Foto: Christian Castanho.