Zen revisa para cima sua meta de crescimento

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Brusque, SC – A Zen revisou para cima suas projeções de crescimento de receita para 2018, de 20%, anunciados no fim do ano passado, para 25%. Mais pedidos por autopeças do mercado externo e valorização do dólar foram os fatores considerados no novo planejamento da companhia.

 

Apesar do cenário positivo construído com base nos dois fatores, no entanto, o caminho não é de todo visto como favorável pelo pessoal da Zen, e a possibilidade de crescimento é tido como algo a ser comemorado. Gilberto Heinzelmann, seu presidente, contou que há outras questões que incidem sobre a operação da Zen que jogaram contra a projeção positiva, como é o caso do preço do aço, a crise no mercado argentino e o acesso ao crédito:

 

“A indústria se depara com alta de preços quando há entraves no Exterior, como acontece agora com China e Estados Unidos. As usinas que operam no País reajustam para cima a tabela de preços e ficamos sem ter muitas alternativas. E isso encarece a operação”.

 

Nesse sentido a Zen, de acordo com o executivo, tratou de desenvolver fornecedores da matéria-prima em outros países de forma a se proteger de eventuais altas do valor do seu principal insumo: “Temos estudos que mostram onde podemos obter o material por um preço mais competitivo aqui na região. E também não descartamos comprar aço chinês”.

 

No caso da queda observada nas exportações para a Argentina, a empresa intensificou a busca por novos mercados e ampliação da oferta de produtos. Nos Estados Unidos, seu principal mercado tanto no OEM quanto na reposição, o planejamento traçado consiste em concentrar os esforços comerciais nas polias de roda livre, produto com oportunidades promissoras nos veículos que possuem sistema start-stop:

 

“É a nossa aposta, sobretudo nos Estados Unidos. Vemos hoje uma corrida pelos veículos elétricos, o que faz sentido em alguns mercados. Em outros, como é o caso na América do Norte, a eficiência energética será tornada viável por uma combinação de fatores, e o start-stop é uma das soluções”.

 

As exportações são a base da operação histórica da Zen. Caso se confirme a massificação do sistema start-stop, e o aumento da produção de polias na fábrica de Brusque, SC, haverá, segundo o executivo, incremento importante no faturamento, o qual, hoje, tem como origem os negócios que envolvem outro produto: os impulsores de motor de partida.

 

No ano passado esses componentes representaram 64% do faturamento consolidado, e as polias de roda livre 14%: “É um produto que tem maior valor agregado e, por causa disso, é tido por nós como um elemento estratégico. Há em curso negociações com montadoras instalada aqui envolvendo o componente”.

 

Heinzelmann evitou citar as fabricantes envolvidas nas negociações.

 

Foto: Divulgação.