Indústria argentina compreende taxas sobre exportações

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05/09/2018

São Paulo – O setor automotivo argentino está alinhado ao governo no que diz respeito às medidas fiscais tomadas para conter a desvalorização do peso. Na quarta-feira, 12, a Adefa, associação que congrega fabricantes de veículos, disse por meio de comunicado que “compreende o esforço que tem de ser feito para alcançar o equilíbrio fiscal” no País.

 

Na segunda-feira, 3, o presidente da República anunciou planejamento com vistas à proteção da moeda local. Dentre as ações aumentou o imposto sobre as exportações de diversos produtos argentinos, como veículos e componentes. Ficou estabelecido que para cada US$ 1,00 exportado as empresas deverão pagar 3 pesos em tributos.

 

Na prática a medida deve onerar os veículos e peças produzidos na Argentina e refletir no Brasil, principal destino das suas exportações de veículos e autopeças. A Adefa afirmou que está analisando os reflexos da medida governamental no médio-prazo, mas já assume que haverá reflexos no nível de atividade do setor.

 

Por ora a indústria automotiva argentina segue com indicadores positivos nas exportações e na produção. Até agosto exportou 175 mil 1 veículos, o que representa crescimento de 34% na comparação com os primeiros oito meses do ano passado.  Na produção, até agosto, saíram das linhas argentinas 333 mil 440 veículos, alta de 9,7% ante 2017. Ao Brasil corresponderam 71,4% das exportações argentinas.

 

Nas vendas a situação é de desaquecimento do mercado interno em função da valorização do dólar e do aumento da taxas de juros ocorrida no mês passado, o que diminuiu o número de financiamentos. Até agosto foram vendidos aos concessionários 520 mil 468 veículos, o que representa queda de 7,8% na comparação com o mesmo período de 2017. O varejo, porém, ainda tem alta de 1,9% no acumulado do ano.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.