Exportações fecham bimestre em queda

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CompartilheBalanço da Anfavea
11/03/2019

São Paulo – Outrora fornecedora de resultados positivos as exportações de veículos fecharam o primeiro bimestre com 42% de recuo com relação aos primeiros dois meses de 2018. Foram embarcados 65,5 mil veículos no bimestre, volume inferior, inclusive, ao de fevereiro do ano passado, quando os embarques somaram 66,3 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 11.

 

Em fevereiro partiram 40,5 mil veículos para outros mercados, 38,9% menos do que no mesmo mês do ano passado. Na comparação com janeiro, porém, o volume de embarques cresceu 61,8%.

 

“Estamos ainda muito longe dos resultados que tivemos no ano passado”, disse o presidente Antonio Megale. “A Argentina, nosso principal cliente, segue com grandes dificuldades. Vamos torcer para que eles consigam equacionar esses problemas”.

 

De acordo com o executivo o desempenho das vendas externas deverá seguir com dificuldades durante todo o primeiro semestre, com alguma recuperação, quem sabe?, no último trimestre – insuficiente ainda para reverter a queda do setor.

 

Em valores as exportações renderam aos cofres das companhias cerca de US$ 1,5 bilhão no bimestre, recuo de 36% com relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro foram US$ 876,4 bilhões em receita, 40,8% abaixo do mesmo mês de 2018 e 23,1% acima de janeiro.

 

“Quando as exportações rendem mais do que R$ 1 bilhão em um mês é sinal de que as coisas vão bem. Estamos abaixo.”

 

México. Em poucos dias vence o acordo comercial bilateral automotivo com o México, avançando para um cenário de livre comércio. A tendência, entretanto, é um novo acordo com cotas, desta vez maiores, segundo Megale. "Os governos estão conversando nesse sentido".

 

O executivo disse que, embora a Anfavea defenda as fronteiras abertas, é preciso um novo prazo para equalizar a competitividade da indústria brasileira, ainda baixa comparado com a realidade mexicana. Existem ainda outros itens a se definir, como questões de conteúdo local -- o que leva o presidente da Anfavea a acreditar em novo acordo com cotas, embora sem precisar uma data para essa definição.

 

Foto: Divulgação.