Prefeitura levará plano de contratação às montadoras de SBC

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São Paulo – O movimento que envolve contratações de ex-funcionários da Ford Taboão pela General Motors de São Caetano do Sul, SP, deverá ser estendido às montadoras instaladas em São Bernardo do Campo, SP, em uma espécie de segundo movimento orquestrado pelo município para realocar os cerca de 1 mil funcionários que ficarão sem emprego depois que a montadora decidiu encerrar as atividades da fábrica de SBC.

 

De acordo com fonte ouvida por Agência AutoData bater na porta da GM, uma empresa instalada no município vizinho, fez sentido pelo fato da montadora ter a mesma origem da Ford: “Os funcionários estão acostumados com a cultura de uma empresa cuja matriz também está nos Estados Unidos. Isso faz diferença em um processo de adaptação dentro de uma nova organização”.

 

Dentre todas as empresas instaladas na região do ABCD Paulista, a General Motors é a que tem planejamento mais maduro com relação às demais em termos de ciclo de investimentos. A unidade de São Caetano do Sul receberá parte dos R$ 10 bilhões programados pela montadora para suas operações paulistas para produzir novos modelos.

 

A chegada de novos modelos e as obrigações impostas pelos termos do IncentivAuto, a política estadual para o setor automotivo, incidem sobre a montadora como demandas que justificam aumento do quadro de funcionários em breve. Hoje, na unidade, trabalham em dois turnos 8,5 mil trabalhadores na produção do Chevrolet Onix Joy, do sedã Cobalt, da picape Montana e da Spin.

 

Instalada em São Bernardo do Campo, a Scania é outra montadora que, assim como a GM, também está habilitada ao IncentivAuto e, em tese, tem condições de absorver outra parte dos trabalhadores ex-Ford – afora a produção do hatch Ford New Fiesta, encerrada no mês passado, na fábrica do Taboão também são produzidos veículos comerciais. A Scania anunciou R$ 1,4 bilhão para a unidade de SBC em ciclo que dura até 2024.

 

Mercedes-Benz, Toyota e Volkswagen são outras montadoras instaladas em São Bernardo do Campo e que automaticamente se credenciam a absorver parte dos trabalhadores da Ford dentro do programa da prefeitura.

 

Foto: Roberto Parizzoti/Divulgação.