Com fusão, FCA e PSA prometem sinergias sem fechar fábricas

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São Paulo – É oficial: os Grupos FCA e PSA concordaram em dar prosseguimento ao processo de fusão e começam, agora, a se mexer para tornar viável todas as premissas estabelecidas em comunicado conjunto divulgado na manhã de quarta-feira, 18. Não é pouco: estima-se € 3,7 bilhões em sinergias anuais em pleno funcionamento, sem fechar nenhuma fábrica no mundo.

 

A fusão cria o quarto maior grupo automotivo do mundo em volume, 8,7 milhões de veículos, e terceiro em receita, € 170 bilhões. As empresas tomaram como base seus resultados somados do ano passado, que, somados, ainda trazem € 11 bilhões em lucro operacional e 6,6% de margem.

 

Segundo comunicado, 46% das receitas serão derivadas da Europa e 43% da América do Norte, com portfólio complementar e bem posicionado nos mais diversos segmentos, desde modelos compactos a de luxo, passando por SUVs, picapes e comerciais leves. Diz o comunicado que “a combinação permitirá à nova companhia a possibilidade de reformular a estratégia em outras regiões”.

 

As sinergias são calculadas especialmente nas áreas de tecnologia, produto e plataformas, 40% dos € 3,7 bilhões estimados, e de compras, de onde virão outros 40% com maior benefício na escala alcançada. Áreas de marketing, TI, despesas gerais e administrativas contribuirão com outros 20% e a expectativa é a de que esses resultados sejam apurados ainda no primeiro ano de operação da fusão, com 80% das sinergias alcançadas até o quarto ano.

 

Mais de dois terços dos veículos produzidos para todas as marcas do novo grupo estarão concentrados em duas plataformas, que entregarão cerca de 3 milhões de automóveis por ano cada – uma pequena e uma compacta/média. As empresas ainda esperam otimizar investimentos em plataformas de veículos, famílias de motores e novas tecnologias.

 

Sediada na Holanda, a nova companhia terá John Elkann, da FCA, como presidente, e Carlos Tavares, originário da PSA, como CEO. O Conselho de Administração terá cinco membros indicados pela FCA, cinco pela PSA, dois representantes sindicais – um de cada companhia atual – e o CEO. As ações serão listadas nas bolsas de Paris e Nova York.

 

Os grupos esperam que a finalização de toda essa combinação ocorra dentro de doze a quinze meses. A FCA trabalhará na venda da Comau e a PSA distribuiu aos seus acionistas sua participação de 46% na Faurecia antes do anúncio da fusão. O grupo chinês Dongfeng, que possui participação no Grupo PSA, terá 4,5% das ações da nova companhia.

 

Foto: Divulgação.