Manutenção dos incentivos da Zona Franca é pleito da Moto Honda

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

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12/03/2020

Manaus, AM – Pouco mais de um ano após anunciar investimento de R$ 500 milhões para modernizar sua fábrica de motocicletas de Manaus, AM, a Moto Honda inaugurou um novo prédio, da primeira fase da aplicação do investimento. As linhas de fundição e usinagem de motores já foram transferidas para o local, que receberá também a produção dos motores em uma próxima etapa.

 

Nesta primeira fase outras medidas foram tomadas, como o reposicionamento de algumas linhas e a modernização da fábrica. Segundo o presidente da Honda South America, Issao Mizoguchi, a meta é elevar a competitividade da fábrica, que produz uma motocicleta a cada 22 segundos.

 

Os investimentos seguem por mais dois anos e contemplam, também, o desenvolvimento de tecnologias para atender à próxima fase do Promot para motocicletas, a quinta, e para dezesseis lançamentos previstos até 2021.

 

Tudo, é claro, se as condições atuais de incentivos estipuladas pela Zona Franca de Manaus permanecerem. Há o temor, dos executivos, de que a reforma tributária, que tramita no Congresso, mexa de alguma forma na legislação que rege o local onde a fábrica da Moto Honda está instalada desde 1976. De olho na manutenção dos incentivos a empresa recebeu em evento que celebrou as 25 milhões de motocicletas produzidas em Manaus, na quinta-feira, 12, os senadores por Amazonas Omar Aziz e Eduardo Braga e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de deputados federais. A pauta, claro, foi a manutenção dos incentivos federais – os produtos ali fabricados são isentos de IPI e, caso um novo imposto seja criado, esta isenção perderá efeito.

 

“Precisamos encontrar um caminho que garanta as condições da Zona Franca de Manaus. Confiamos na qualidade das discussões políticas para encontrar uma solução”, disse Mizoguchi, a quem fez coro o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes: “O polo industrial de Manaus faturou, em 2019, mais de R$ 105 bilhões, o maior valor em 32 anos. São 92 mil empregos diretos gerados. Não podemos deixar que a reforma tributária mexa com os incentivos garantidos à Zona Franca de Manaus até 2073.”

 

Em seu discurso Alcolumbre defendeu a manutenção dos incentivos e prometeu trabalhar a favor da Zona Franca. O governador do Amazonas, Wílson Lima, disse que sem estas condições as empresas sairão do Brasil: “Elas não vão para outros estados, elas saem do País, a exemplo do que fez a Pepsico [que em 2018 fechou sua fábrica em Manaus]. A reforma tributária não pode beneficiar só as regiões mais ricas, com mais capacidade tecnológica e condições logísticas mais favoráveis do que a nossa”.

 

Foto: Divulgação.