Inadimplência sobe e puxa juro para financiamento de veículos

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

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29/05/2020

São Paulo – Ao iminente cenário de reajuste de preços de veículos, decorrente da disparada do dólar, junta-se outro ingrediente que tende a azedar o prato dos executivos das montadoras: o crédito também ficou mais caro. O último Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgado pelo Banco Central do Brasil, na sexta-feira, 29, aponta a continuidade da tendência do aumento nas taxas de juros e, também, da inadimplência.

 

O índice de atraso nos pagamentos de financiamentos de veículos por pessoas físicas superiores a noventa dias, que em todo o ano passado variou de 3,3% a 3,4%, fechou em 4,1% em abril, segundo o BC -- aumento de 0,3 ponto porcentual sobre março e de 0,7 ponto porcentual com relação a dezembro do ano passado.

 

A taxa de juros média da modalidade, também para pessoas físicas, acompanhou a tendência de alta e fechou abril em 20,4% ao ano. Em março era 19,8% ao ano e, em dezembro, 19,2% ao ano. Do fim do ano para cá o crédito ficou 6% mais caro, em média.

 

Tanto inadimplência como taxa de juros seguem tendência de alta desde o começo do ano. A princípio a indústria questionou o aumento dos juros, uma vez que a taxa referencial Selic está em 3% ao ano, seu menor valor histórico. O aumento da inadimplência dá razão aos argumentos de executivos do setor financeiro, que vinham alegando aumento do risco para o aumento do spread cobrado pelas instituições financeiras e, por consequência, dos juros.

 

Foto: xb100/Freepik.