Venda direta perde participação em maio

Imagem ilustrativa da notícia: Venda direta perde participação em maio
Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

CompartilheMercado
02/06/2020

São Paulo – Com as locadoras comprando menos as vendas diretas, que nos últimos meses vinham representando mais de 45% dos licenciamentos de automóveis e comerciais leves, recuaram para 34,6% no mês passado, segundo a Fenabrave, que cita os dados gerados pelo Renavam. Das 56,6 mil unidades licenciadas em maio 37 mil foram comercializadas ao varejo e 19,6 mil por meio de venda direta.

 

Os dados da Fenabrave consideram venda direta aquelas cuja nota fiscal é emitida diretamente pela montadora. Entram neste caso algumas unidades vendidas pelas concessionárias, como os veículos PcD, cuja participação é crescente no mercado, vendas a taxistas e a produtores rurais. A participação do varejo, portanto, é ainda superior.

 

O cenário de pandemia compromete uma avaliação mais apurada, pois o volume é extremamente baixo – o segmento de automóveis e comerciais leves recuou 75,8% na comparação com maio do ano passado, por exemplo. De toda forma esta ausência das locadoras das compras massivas tende a prosseguir nos próximos meses: Localiza, Movida e Unidas, as três maiores do Brasil, já anunciaram que frearão suas compras por causa do alto nível de estoque e da baixa demanda por locação. A Abla, associação que representa as locadoras, sinalizou tendência semelhante.

 

Motoristas de aplicativo, um importante público cliente das locadoras, deixaram de consumir durante a pandemia. Pior: segundo a Anfavea de março a abril 160 mil veículos foram devolvidos às empresas por motoristas que, sem faturar, não conseguiam arcar com os custos da locação.

 

No acumulado do ano as vendas diretas representam 44% dos licenciamentos de automóveis e comerciais leves. Por meio deste canal foram negociadas 281,8 mil unidades de janeiro a maio, de um total de 640,5 mil veículos leves licenciados no País.

 

Foto: Freepik.