São Paulo – Uma cerimônia virtual marcou o início de produção do SUV Taos na fábrica da Volkswagen em General Pacheco, Argentina. Autoridades locais e executivos da companhia, como o presidente para a América Latina, Pablo Di Si, e o CEO do Grupo VW na Argentina, Thomas Owsianski, participaram do evento.
Há dez anos a Volkswagen Argentina não produz um modelo novo. O último foi a picape Amarok, que segue em linha na fábrica da Província de Buenos Aires. Para introduzir a plataforma MQB, sobre a qual o Taos é montada, a companhia investiu parte dos US$ 650 milhões direcionados às operações argentinas, que incluem, também, uma nova linha de pintura 100% à base de água.
“É a única à base de água na Argentina”, destacou Celso Placeres, diretor da fábrica. “É muito automatizada, tanto na pintura da parte interna quanto na externa da carroceria. E sem usar solvente”.
Placeres conduziu um tour virtual pela linha do Taos, que está dotada de diversos elementos da Indústria 4.0. Soldas a laser trabalham na área de armação da carroceria e robôs operam a montagem das portas, capô e tampa do porta-malas. Os componentes mecânicos são movimentados por AGVs, os robôs autônomos que estão sendo cada vez mais comuns em fábricas de automóveis.
Owsianski disse que o volume estimado para o Taos em Pacheco é de 25 mil unidades produzidas por ano, para abastecer toda a América Latina. O que indica que, embora venha a brigar no segmento, o Taos não deverá incomodar a liderança do Jeep Compass no mercado brasileiro, que até março registrou quase 15 mil unidades vendidas.
É um projeto importantíssimo, porém, para a Argentina. Di Si destacou que o Taos nasceu com DNA exportador, de alto valor agregado, importante para alavancar os negócios da VW naquele país. E, assim como o Nivus, trata-se de um projeto da região para a região.
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