São Paulo – A Foton planeja aumentar sua produção de caminhões no Brasil, atualmente mantida em parceria com a Gefco, em Guaíba, RS. A partir do ano que vem modelos médios e semipesados farão companhia aos caminhões de 3,5 toneladas atualmente montados nas linhas, o que demandará expansão da área de produção.
Segundo o diretor de vendas e de rede da Foton, Ricardo Mendonça de Barros, a intenção ao nacionalizar é fugir das variações cambiais e de fatores logísticos que possam causar atrasos. Os médios da linha Aumark, de 6, 9 e 11 toneladas, e os semipesados Auman, com versões de 17 e 25 toneladas, começarão a ser importados da China ainda este ano, já com plano definido de nacionalização.
Barros disse que a Foton está bem instalada no Rio Grande do Sul, onde aproveita incentivos fiscais “bastante relevantes”, e tem por perto grande parte dos seus fornecedores. O serviço portuário local também é um ponto que pesa a favor, pois ajuda na agilidade de distribuição.
A venda dos médios e semipesados começará até dezembro, no prazo para conseguir ainda a homologação de veículos Euro 5 no Brasil. Quando nacionalizados serão equipados com motor Cummins e câmbio ZF: as duas marcas, reconhecidas no mercado nacional de caminhões, são uma aposta da Foton: “Esse conjunto motriz funcionará como um cartão de visita para nossos clientes, que já sabem da qualidade dos motores Cummins e das transmissões ZF”.
A expansão do portfólio e do volume de produção serão dois passos em busca do crescimento dos negócios no País. A rede foi ampliada no ano passado com grupos que vieram da Ford Caminhões: da rede atual de 36 lojas, trinta eram bandeira Ford. Muitas das revendas possuem estrutura física para trabalhar com os novos caminhões, que são maiores, e demandam por mais terreno.
As demais lojas precisarão aumentar seu showroom e pós-vendas para atender aos novos modelos: “Darei o exemplo de uma revenda que temos hoje, em São Paulo, na Zona Norte. Ela precisará ser expandida ou se mudar para um prédio maior. Estamos tentando locar o terreno ao lado, que está vazio, assim mantemos a estrutura atual e usamos o terreno ao lado para expandir, saindo de 1,5 mil² para 4,5 mil m². Seria o ideal para não perder um ponto onde já somos conhecidos”.
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