São Paulo – A decisão de produzir veículos no Brasil é crucial para os planos da Great Wall Motor no mercado sul-americano. E crescer fora da China e dos mercados asiáticos faz parte do projeto da companhia, que toca um plano de internacionalização para tornar-se um competidor global.
“O Brasil é o maior e mais populoso país da América Latina”, disse o seu vice-presidente, Liu Xiangshang. “Sua força econômica ocupa o primeiro lugar na América do Sul, suas vendas de automóveis ocupam o sétimo lugar no mundo e o mercado consumidor de automóveis tem grande potencial. Consideramos o Brasil um mercado estratégico no plano global de internacionalização.”
A fábrica de Iracemápolis, SP, comprada da Mercedes-Benz, terá capacidade anual de 100 mil unidades, volume cinco vezes maior do que a Mercedes-Benz oferecia, gerando 2 mil empregos, segundo a GWM – a M-B empregava 370 trabalhadores. A expectativa é que a nova proprietária receba a unidade até o fim do ano, quando começará a adaptar as linhas para seus modelos.
Ainda não estão oficialmente definidos quais modelos sairão das linhas de montagem da Iracemápolis. Uma picape e um SUV são especulados, pelo desempenho dos dois segmentos no mercado brasileiro e por fazerem parte do portfólio global da empresa, que opera também com a marca Haval.
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