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Sindipeças aposta em produção de 2,5 milhões de veículos em 2023

Presidente Cláudio Sahad participou do Congresso AutoData Perspectivas 2023

São Paulo – Com a conclusão dos resultados do terceiro trimestre o Sindipeças revisou suas projeções para o fechamento do ano e, consequentemente, para 2023. Agora a entidade aguarda aumento de 1,5% na produção de veículos em 2022, o que corresponde a 2 milhões 282 unidades. Para 2023 a expectativa de elevação é mais otimista: 7,6%, chegando a 2 milhões 457 mil veículos.

Os dados foram divulgados por Cláudio Sahad no segundo dia do Congresso Perspectivas 2023, realizado de forma online pela AutoData Editora até sexta-feira, 28. “Vemos que a tendência da falta de componentes está diminuindo cada vez mais e, portanto, teremos mais disponibilidade para produzir”.

Para automóveis as expectativas são de crescimento de 0,8% este ano e de 8,4% no ano que vem, ao atingir 1 milhão 867 unidades. Comerciais leves, 4,5% e 14%, respectivamente, com 432 mil veículos.

A projeção só não é maior porque o segmento de pesados deverá ser afetado pela entrada do Proconve P8, dentre outros fatores. Sem contar que o problema dos semicondutores não estará sanado e, portanto, continuará a causar impactos, embora em menor escala, sobre os planos do setor automotivo para 2023.

“Para caminhões teremos número levemente menor este ano, e a tendência de queda deverá se prolongar no ano que vem, uma vez que teremos a entrada dos motores Euro 6 e não conseguimos formar estoque de passagem por causa da falta de componentes este ano. Adicionalmente em 2023 a queda da economia e o preço mais alto dos veículos deverão puxar para baixo o segmento.”

O Sindipeças espera redução de 3,5% no volume que sairá das linhas de produção de caminhões até dezembro e, no ano que vem, de 9,2%, totalizando 139 mil unidades. Para ônibus o tombo deverá ser ainda maior, de 34,1%, para 19 mil unidades, depois do incremento de 48,7% aguardado para 2022.  

Os motivos, de acordo com Sahad, são os mesmos que servem para os caminhões com a diferença do programa Caminho da Escola, que estimulou a demanda este ano, que ainda tem sua continuidade indefinida por não haver mais licitações, por ora, programadas.

Macroeconomia – Para a economia as projeções da entidade são de alta do PIB de 0,5% a 1%, sendo para o PIB industrial de 0,3% a 0,8%: “Se o PIB ficar abaixo de 1% é possível que a taxa de desemprego volte a subir, ainda que suavemente, e esperamos aumento de 9% a 9,5%”.

Quanto à inflação Sahad disse que a entidade aguarda índice de 4,5% a 5%, taxa de juros de 10,5% a 11,75% e câmbio de R$ 5,10 e R$ 5,30: “A inflação ainda fora da meta manterá os juros elevados no próximo ano. E o endividamento e a inadimplência das famílias seguirão em alta”.

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