São Paulo – A Stoneridge Brasil, dona da marca Positron, projeta crescimento no País de 36% a 38% para 2023, sobre um 2022 que também avançará no mesmo ritmo, puxado pelos segmentos OEM, frotas corporativas e aftermarket. A expectativa foi divulgada por Caetano Ferraiolo, presidente da empresa no Brasil:
“Seguiremos investindo no ritmo dos últimos anos para apoiar esta expansão. De 2017 a 2022 investimos R$ 120 milhões na operação nacional”.
Com fábrica instalada em Manaus, AM, a empresa quer avançar no segmento OEM enquanto reduz seus negócios no aftermarket. Segundo Ferraiolo esta operação está perdendo força porque os carros saem de fábrica mais completos, com sistema multimídia, já presente em quase todos os modelos vendidos no País. Para este ano a expectativa é de crescimento de 30% no fornecimento para montadoras, com avanço do mesmo porcentual em 2023.
A Stoneridge possui contratos com montadoras e está negociando novos fornecimentos para o ano que vem, o que ajudará no crescimento. Seu portfólio para o segmento OEM é composto por clusters, tacógrafos, sistema de telemetria e multimídia, dentre outros, todos produzidos nacionalmente.
Um novo produto está sendo apresentado e negociado com as montadoras: câmaras de monitoramento do veículo, que já é uma realidade em outros mercados e deverá avançar no Brasil. De acordo com Ferraiolo caso contratos de grandes volumes sejam fechados esta tecnologia poderá ser produzida em Manaus, AM. Detector de fadiga também é um novo sistema que será oferecido.
Parte dos investimentos realizados foram dedicados ao desenvolvimento de softwares e hardwares usados no serviços de gestão de frotas corporativas, migrando do 2G para o 4G, tudo isto com tecnologia nacional. Neste segmento a projeção é de expansão de 15% para o ano que vem, após fechar 2022 com a mesma taxa de incremento.
A Stoneridge atende a demandas externas a partir da fábrica de Manaus com uma equipe de 120 engenheiros, dos quais cinquenta dedicados ao desenvolvimento de projetos para outros mercados.
Com foco no segmento pesado a empresa não se preocupa com uma possível retração da produção porque está ampliando seu portfólio e deverá fornecer mais componentes para as montadoras, compensando a queda que é esperada na produção de caminhões e ônibus em 2023.