São Paulo – A demanda por máquinas agrícolas e rodoviárias segue em queda no País. O segmento agrícola somou 38,6 mil vendas de janeiro a agosto, volume 9,9% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Em agosto foram comercializadas 5,1 mil unidades, recuo de 9,2% na comparação com agosto do ano passado e avanço de 23,3% sobre julho, mas o incremento não foi puxado por um aumento de demanda:
“Acredito que esta alta foi puxada pelo aumento de estoque dos nossos distribuidores pois o mercado ainda não está girando como gostaríamos”, disse o vice-presidente da Anfavea, Alexandre Bernardes.
No segmento de máquinas de construção o recuo no acumulado do ano é ainda maior, 20,9% até agosto, com 20,6 mil vendas. Em agosto foram vendidas 2,5 mil unidades, queda de 28,8% na comparação com agosto do ano passado e de 25,6% de alta sobre julho. Bernardes afirmou que este segmento aguarda os desdobramentos e pormenores do programa de investimento de infraestrutura do governo para que a demanda por máquinas aumente.
Nas exportações as máquinas agrícolas somaram 6,2 mil unidades de janeiro a agosto, queda de 8,7%, por causa da menor demanda do mercado argentino, principal parceiro comercial. Em agosto foram exportadas 798 unidades, volume 24,4% menor do que o do mesmo mês do ano passado e 0,8% maior do que o de julho.
As máquinas rodoviárias vivem cenário diferente, com alta de 11,3% nas exportações acumuladas até agosto: 10,8 mil unidades. Segundo o vice-presidente da Anfavea o segmento se beneficia porque o Brasil é o único país do Hemisfério Sul com parque fabril de máquinas de construção, sendo que em alguns casos é o único fabricante de alguns produtos, abastecendo todo o mundo.
O balanço de agosto apontou para 1,8 mil máquinas embarcadas, alta de 36,8% ante igual mês de 2022 e expansão de 35,5% sobre julho.