São Paulo – O Grupo Iveco investirá R$ 6 bilhões na compra de peças e componentes para suas operações na América Latina ao longo deste ano, 5% mais do que em 2023. Do valor 70% serão destinados a fornecedores brasileiros, ou seja, em torno de R$ 4,2 bilhões, e o restante caberá a empresas argentinas, em maior parte, além de europeias e asiáticas. Para 2025 a perspectiva é ampliar o valor de 10% a 15%.
De acordo com o diretor de compras da Iveco para a América Latina, George Ferreira, um quarto do volume de peças consumido em Sete Lagoas, MG, é adquirido de fornecedores do Estado de Minas Gerais:
“Neste último ciclo de nacionalização de componentes nós fizemos uma atividade específica de desenvolver fornecedores dedicados ao acabamento externo e interno dos caminhões e a componentes de motores. Ressalto empresas como Tupy, DPA, Formtap, dentre outros, e fabricantes de chicotes elétricos, como Yazaki e PK Cables”.
O crescimento esperado para a compra de peças e componentes justifica-se pelo maior volume da produção de motores, não só para as marcas do grupo mas, também, para empresas como a Case, a New Holland e a XCMG. Ferreira apontou que o otimismo também se apoia na maior participação de mercado: detentora de fatia de 9,7% no mercado de caminhões a Iveco almeja chegar a 10%.
O executivo justificou o maior orçamento para a compra de suprimentos para acompanhar a expansão tanto do PIB quanto do mercado brasileiro, passada a transição para o Proconve P8, como também devido a mudanças trazidas pelo novo governo na Argentina. A companhia possui forte aposta no extrapesado S-Way, segundo ele o “melhor caminhão da marca produzido na América Latina”.
George Ferreira ratificou a intenção de continuar ampliando a produção local e, para o ano que vem, o objetivo é ampliar em pelo menos 5% os atuais 70%. A empresa está até fazendo estudos para a produção de itens estampados metálicos que servem às cabines na região.
A Iveco dispõe de malha de 215 fornecedores, 80% dos quais, ou 172 empresas, estão no Brasil, 25% delas em Minas Gerais.