Fabricante chinesa desenvolverá novas tecnologias e sistema híbrido flex para o mercado nacional
Iracemápolis, SP – A primeira fase de investimentos para a GWM se tornar uma fabricante nacional é de R$ 4 bilhões, que teve início em 2022 e irá até o ano que vem. Neste cronograma estava previsto o lançamento da marca no País, a compra da fábrica de Iracemápolis, SP, e todas as adaptações para começar a produção lá. Outra destas iniciativas foi apresentada na inauguração da fábrica: um centro de pesquisa e desenvolvimento, o primeiro da GWM na América do Sul.
A estrutura será construída ao lado da fábrica e ocupará 15 mil m2, sendo 4 mil m2 de prédios para os laboratórios. O presidente internacional da GWM, Parker Shi, contou durante entrevista a jornalistas a importância deste centro de pesquisa:
“Nosso objetivo é oferecer veículos cada vez mais sustentáveis e tecnologicamente avançados. Por isto este novo centro contará com uma estrutura técnica de ponta, com laboratórios de última geração, para desenvolvimento de sistemas híbridos e elétricos, combustíveis de nova geração e inteligência artificial. Daremos prioridade à eficiência energética, descarbonização e sobretudo para atender às demandas dos usuários brasileiros”.
Parker Shi, presidente da GWM Internacional
A tecnologia híbrida flex é uma das prioridades dos sessenta técnicos e engenheiros do centro de P&D, mas a tropicalização de veículos importados para as condições e preferências do consumidor brasileiro também estão dentre suas tarefas primordiais, segundo a GWM.
Além da GWM Brasil ter se inscrito ao programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, que concede incentivos fiscais para montadoras que investem em produção nacional e pesquisa e desenvolvimento, a empresa estabelece parcerias tecnológicas com institutos de pesquisa e coopera com universidades brasileiras não apenas para o desenvolvimento de novas tecnologias mas, sobretudo, para a formação de profissionais de nível técnico e até de doutores para o setor automotivo.
Parker Shi disse que o plano maior da GWM é produzir de 250 mil a 300 mil veículos no Brasil e que é necessário dispor de produtos de volume a preços que atinjam uma maior parcela de consumidores: “A maior parte do mercado brasileiro está posicionado em um tíquete de R$ 150 mil. E isto é muito importante. Estamos pensando em um produto que atenda a este segmento”.
Neste momento a GWM faz estudo de viabilidade para conhecer qual a demanda e quais são esses produtos do mercado brasileiro. O centro de P&D naturalmente será parte importante dessa nova fase no País.
O investimento total planejado da GWM no Brasil chegará a R$ 10 bilhões em dez anos. De 2027 e 2032 a empresa investirá mais R$ 6 bilhões na criação de empregos, na nacionalização de peças e no desenvolvimento de novos produtos.