Marcopolo tem produção parcial após incêndio

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04/09/2017

A Marcopolo anunciou que, esta semana, interromperá parcialmente as atividades de suas unidades Ana Rech e Planalto, em Caxias do Sul, RS, para utilizar o período mais curto, de três dias úteis, para avaliar impactos e medidas a serem tomadas e para programar produção depois do acidente ocorrido no domingo. Segundo a direção da empresa o mais importante foi não ter havido feridos.

 

 

Apesar do ônibus ser composto predominantemente por estrutura de aço e chapas de aço e alumínio, os componentes plásticos são itens relevantes para o acabamento dos produtos e, por isso, a paralisação pode afetar a produção e a montagem do veículo. Pelo fato de o incêndio ter ocorrido em uma unidade que fica separada da linha de produção de ônibus nenhum veículo pronto, ou em fabricação, foi atingido, assim como também nenhum chassi que estava aguardando a programação para entrar em linha.

 

De acordo com José Antônio Fernandes Martins, vice-presidente para assuntos institucionais da Marcopolo, os prejuízos causados pelo incêndio de domingo serão avaliados após a conclusão das perícias para apurar as causas. E adiantou que essas informações serão tornadas públicas por meio de comunicados ao mercado via Bolsa de Valores: “Trataremos dessas questões com transparência e seriedade. Qualquer informação diferente é mera especulação”.

 

Construída em 2008, em área de 16 mil m², que representa em torno de 15% da área total coberta de Ana Rech, a unidade de componentes plásticos da Marcopolo é a mais recente no complexo industrial e, segundo a empresa, atende aos requisitos e normas de segurança vigentes. Com cerca de seiscentos trabalhadores a operação é dedicada à produção de componentes de ônibus, como teto e revestimentos. Junto com o fornecimento de tradicionais parceiros externos localizados em Caxias do Sul, esta unidade foi concebida para que a Marcopolo tornasse mais eficiente o desenvolvimento e o fornecimento de componentes plásticos utilizados nos ônibus.

 

Sinistro – O incêndio que destruiu a unidade de componentes plásticos, na tarde de domingo, 3, levou mais de três horas para ser controlado. O fogo começou por volta das 4 horas da tarde e mobilizou todas as guarnições do corpo de bombeiros da cidade, mais o reforço vindo de Bento Gonçalves e Flores da Cunha e de bombeiros voluntários de Carlos Barbosa, Garibaldi, Igrejinha, Nova Petrópolis e da própria brigada de incêndio da Marcopolo.

 

Ambulâncias do Samu e de empresas de resgate médico foram acionadas, mas só houve registro de feridos leves. De acordo com informações do corpo de bombeiros de Caxias uma viatura permaneceu de prontidão durante toda a madrugada de segunda-feira, 4, em virtude da grande quantidade de materiais inflamáveis armazenada. No entanto, após as 9 horas da noite do domingo já não eram identificados focos de incêndio. A provável causa é que o fogo tenha começado acidentalmente em um setor que trabalha com material plástico usado na fabricação das carrocerias. No entanto é necessário aguardar o resultado da perícia, ainda sem data definida.