Parceria Brasil-Argentina abre portas para outros mercados

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CompartilheSeminário AutoData
23/04/2018

A melhor forma de mostrar o quanto Brasil e Argentina estão unidos na proposta de convergência é ter um produto único. E é isso o que a General Motors promete lançar ainda este ano: um carro Mercosul. Em sua apresentação no Seminário AutoData sobre Novas Oportunidades do Mercosul, na segunda-feira, 23, em São Paulo, o presidente da General Motors Mercosul, Carlos Zarlenga, mostrou sua crença em ações de reconhecimento mútuo e na harmonização de emissões, segurança e de combustíveis dos veículos.

Embora o acordo de cotas Flex Brasil-Argentina vá até 2020 Zarlenga espera que algum outro programa avance para até 2025: “É preciso tirar essa área de incerteza e temos uma grande oportunidade de falar disso agora. Não podemos investir às cegas”.

Em tecnologia o presidente da GM mostrou os avanços e o foco da companhia na eletrificação, com um programa que busca zero emissão, zero acidente e zero congestionamento: “Teremos o lançamento de um carro autônomo em 2019. A eletrificação e o carro autônomo são irreversíveis.”

Para ele a unificação automotiva de Brasil e Argentina é, primeiro, um reconhecimento mútuo para depois se tornar global: “Se já é tão difícil fazer a integração dos dois países, que são sócios desde os anos 80, imagina fazer isso fora da região. Então, o primeiro passo é mostrar como funciona no nosso bloco”.

A ideia de ter um carro único no Mercosul leva a vantagem de ser vendido onde quiser nos dois países, de reduzir o número de peças, os custos de engenharia e de produção -- de reduzir a complexidade. E junta-se a isso vantagens no desenvolvimento e nas áreas financeiras e operacionais: “Isso levará a mais volume, mais escala, o que gera mais eficiência”.

Para a GM, que foi "pioneira nessa parceria Brasil-Argentina, esse é o melhor caminho: é o que nos faz sentido”.

 

Foto: Christian Castanho.