SUVs da Fiat estão a caminho da América Latina

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01/06/2018

Milão, Itália – A Fiat não foi protagonista durante o anúncio do novo plano de investimentos da FCA para os próximos cinco anos nesta sexta-feira, 1º, no campo de provas de Balocco, nos arredores de Milão. O CEO Sergio Marchionne foi claro ao apontar que haverá um reposicionamento da Fiat com foco nos mercados rentáveis da marca e a América Latina terá papel importante nessa nova fase. Durante as mais de oito horas da convenção que apresentou os planos da FCA para o futuro, apenas no final surgiu as primeiras indicações do que está para acontecer.

 

De acordo com o slide que ilustra essa reportagem a Fiat terá três novos modelos feitos na América Latina até 2022. São três SUVs: uma versão com três fileiras de assentos para até sete pessoas, um SUV compacto, menor que o Jeep Renegade, e outro inédito, do segmento de entrada de mercado, provavelmente um automóvel com características aventureiras.

 

Nada foi confirmado neste momento, mas a expectativa é que sejam produzidos em Betim, MG.

 

Além desses novos modelos da marca Fiat, Marchionne confirmou que um SUV de sete lugares da marca Jeep será produzido na fábrica de Goiana, GO, ainda sem data definida para seu lançamento.

 

“Vamos aumentar em 20% a oferta de produtos na região”, disse Richard Palmer, CFO da FCA, ressaltando que também haverá veículos híbridos plug-in no portfólio da empresa. Durante a apresentação surgiu no palco um Jeep Renegade com essa tecnologia de propulsão para demonstrar a capacidade da FCA em oferecer veículos de baixíssima emissão.

 

Essa ofensiva em SUVs tem como objetivo aumentar significativamente a margem operacional da FCA em dois dígitos na América Latina nos próximos cinco anos. Palmer acrescentou que “no primeiro trimestre houve uma recuperação das margens na região, que passou a 3,9%. Até 2022, com os produtos inéditos, temos como meta elevar a margem operacional para 10% a 12%”.

 

Outra novidade que pode surgir em breve é a nova picape RAM 1500 em mercados como Brasil e Argentina. Esse produto seria importado provavelmente da América do Norte.

 

Considerando o desempenho das marcas da FCA em todas as regiões, a expectativa é que a América Latina e a NAFTA – formada pelos países da América do Norte – contribuam com as margens operacionais mais robustas. Assim como na América Latina espera-se que a margem na NAFTA seja de 10% a 12%. Os mercados da Ásia, apesar do grande potencial, teriam uma margem operacional de 8% a 10%, enquanto na Europa ficaria com 5% a 7% até 2022.

 

O mix de vendas na região também passará por transformação a partir de agora. Segundo a FCA os automóveis representam 61% das vendas este ano, volume que cairá a 58% até 2022. Dentre os SUVs a participação crescerá dos atuais 20% para 24% e as picapes manterão os 18% do mix de vendas nos próximos cinco anos.   

 

Foto: Leandro Alves