Caminhoneiros parados atrapalharam o mercado de caminhões

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/06/2018

São Paulo - O movimento dos caminhoneiros prejudicou produção e vendas de caminhões em maio. O impacto, segundo a Anfavea, foi menor do que o registrado nos negócios com automóveis. A greve na Mercedes-Benz, um dos principais competidores no segmento, aliada à paralisação do abastecimento das linhas de montagem dos veículos comerciais retirou do mercado em maio de quinhentas a seiscentas unidades, segundo Antonio Megale, presidente da associação que representa as montadoras.

 

“O impacto foi menor nos caminhões. Já estamos produzindo quase no mesmo ritmo do pós-greve [dos caminhoneiros]. E continuamos otimistas que esse volume será recuperado ao longo do segundo semestre”.

 

Em maio foram negociadas 5,6 mil unidades, resultado 8,7% inferior aos 6,2 mil caminhões vendidos em abril. No entanto, ante maio houve crescimento de 37% nas vendas. “O mercado estava girando em 6 mil unidades mensais, um pouco mais em alguns períodos, sinalizando uma recuperação importante das vendas. Em maio perdemos essas quinhentas ou seiscentas unidades, que fizeram diferença no resultado contra o mês de abril”.

 

Considerando as vendas totais em 2018 até aqui, 26,3 mil unidades, o desempenho é 52,7% melhor do que de janeiro a maio do ano passado. “Esse resultado reflete o fraco desempenho do ano passado. A base de comparação é baixa”.

 

Mesmo assim a expectativa é de recuperação do mercado de caminhões este ano. A Anfavea projeta vendas de 79,5 mil unidades, aumento 24,7% com relação a 2017. A produção, por conta do aumento das exportações, fechará em 120,3 mil caminhões, 16,2% a mais que no ano passado.

 

“Mesmo com as incertezas no cenário político e econômico e essas surpresas que acontecem de vez em quando no Brasil, manteremos a projeção feita no início do ano. E quem sabe podemos ter boas notícias daqui em diante”.

 

Foto: Divulgação.